Hóspedes do “The 13” recebidos por obra de Joana Vasconcelos

A unidade hoteleira, já conhecida como “o hotel mais caro do mundo”, vai ser ornamentada com uma obra de Joana Vasconcelos. A artista plástica portuguesa, que está também a ultimar obras para Lisboa e para Paris, concebeu um coração com têxteis e luzes para a entrada do hotel.

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Depois de no ano passado se ter dado a conhecer ao território com uma instalação no casino-hotel MGM, Joana Vasconcelos tem regresso marcado a Macau pela mão do excêntrico milionário Stephen Hung, responsável pelo “The 13”, a unidade hoteleira de Coloane já anunciada como o hotel mais caro do mundo.

O atelier da artista plástica portuguesa anunciou na sexta-feira que está a preparar dois “projectos de grande escala”, que levam novamente corações – inspirados na filigrana e na joalharia tradicional portuguesa – para fora de Portugal. Para além do luxuoso hotel do território, uma estação de metropolitano de Paris também deverá receber uma das criações de Joana Vasconcelos.

No caso de Macau, a peça concebida para a entrada do “The 13” – um coração, concebido com têxteis e com luzes – está quase concebido. Mais atrasado está o projecto para a capital francesa. No atelier da artista, em Lisboa, já é possível ver esboços e até mapas de partes do projecto para o 18.º bairro de Paris, onde será colocado um coração gigante, feito de azulejos e luzes: “O projecto de Paris é para a Porta de Clignancourt e é um coração feito de azulejos, com ‘led’s’, que se move” e que será colocado à saída da estação do metro, que serve nomeadamente a ‘feira da ladra’, ou o seu correspondente ‘mercado das pulgas’, de Saint Ouen.

A tecnologia tem-se repetido nas peças, admite Joana Vasconcelos, que assume uma “nova fase do seu trabalho”, incluindo o galo de Barcelos gigante, que estará até ao final do mês na Ribeira das Naus, em Lisboa, no âmbito da realização da conferência de tecnologia Web Summit.

A peça de dez metros de altura e mais de três toneladas de peso tem incorporado um código QR, que permite ao público escolher a cor que o galo pode assumir, pelo que a artista afirmou ser esta uma “ponte entre o passado, a tradição e o futuro”.

Apesar da utilização de materiais tecnológicos, os símbolos nacionais continuam a ser marcantes, como explica Joana Vasconcelos: “Portugal é de onde eu sou, é a minha fonte de influência, de inspiração, e, de alguma maneira, há uma responsabilidade de também levar aquilo que é nosso, reposicionar, redimensionar e dar uma perspetiva, obviamente pessoal e artística sobre o que eu absorvo da minha cultura e aquilo a que eu posso ajudar a que ela se transforme”.

 

 

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