Marcas portuguesas do sector agro-alimentar mostram-se no Clube Militar

As associações Agavi e Simbiose organizaram uma prova de vinhos e outros produtos agro-alimentares no Clube Militar. Ambos os organismos partilhavam um objectivo comum : entrar no mercado de Macau.

1-conservas

João Santos Filipe

O Clube Militar de Macau foi ontem palco de um evento organizado pelas associações Agavi e Simbiose, que teve como objectivo dar a conhecer ao território produtos relacionados com o sector agro-alimentar português. A prova de vinhos e outros produtos agro-alimentares serviu também para que as associações – uma de Macau e outra de Portugal – assinassem um protocolo para uma colaboração futura.

Representados no evento estiveram produtores portugueses de pequena dimensão mas que apostam nos produtos de luxo, focados nos segmentos com maior poder de compra: “A Agavi é um associação que reúne pequenos promotores e foi com base nestas características que organizámos este evento”, disse o presidente da Associação para a Promoção da Gastronomia e Vinhos, Produtos Regionais e Biodiversidade, António Souza-Cardozo.

“Procuramos ir para mercados maduros que têm uma apetência para aquilo que é o produto de luxo e capacidade para preços mais elevados. Assim estes produtores, que não produzem grandes quantidades, podem conseguir margens que justificam a aposta na internacionalização”, explicou o representante da associação portuguesa.

Por sua vez, André Sá Correia, presidente da associação Simbiose, uma organização local, disse que a presença da Agavi na RAEM resultou de um esforço que a associação local tem feito para “a promoção da gastronomia portuguesa, educação sobre a sazonalidade dos produtos e união das diferentes gastronomias e produtos de diferentes países”.

O presidente da Associação de Macau previu também que a divulgação dos restaurantes com estrelas Michelin, que acontece na próxima semana, vai catapultar a gastronomia portuguesa para um outro nível: “Este ano vamos começar a ter Portugal mais presente nas grandes capitais também em termos gastronómicos, vai haver um interesse redobrado pelos chefes portugueses com estrelas [Michelin]. É o ano em que se vai iniciar a revolução”, apontou.

 

Entrada em Macau

 

Entre as marcas presentes, esteve a Casa de Penalva, que se centra na infusão de chás e na produção de ervas aromáticas. A quinta fica situada no Norte de Portugal e fez-se representar por Teresa Cardozo: “Em Portugal e nos mercados europeu já temos uma boa penetração. São produtos como chás e condimentos com propriedades naturais e medicinais”, explicou Tereza Cardozo, ao PONTO FINAL.

 

“O objectivo é entrar em Macau porque é necessário internacionalizar os produtos. Como já temos uma imagem de marca como produto de qualidade, isso faz com que Macau seja um objectivo”, frisou.

Outra marca presente foi a Conservas Pinhais, especializada em conservas com produtos frescos. A empresa está actualmente à procura de um parceiro em Macau para tratar da distribuição: “É uma casa reconhecida em muitos mercados como produtor para outras marcas, mas a marca Pinhais não tem esse reconhecimento. Agora está a fazer um trabalho para entrar nos mercados de língua portuguesa, que são prioritários”, afirmou Rui Gomes de Araújo, que esteve em Macau a representar a marca.

“O trabalho já foi iniciado no Brasil e o objectivo é fazer o mesmo em Macau, mercados que podem ter abordagens semelhantes pela qualidade e exigência necessária para a distribuição do produto, que se foca num segmento mais alto do mercado”, acrescentou.

 

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