Croupiers demitidos do Casino Kam Pek Paradise apresentaram queixa à DSAL

Quatro croupiers do Casino Kam Pek Paradise deslocaram-se ontem à Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) com o apoio da Associação Novo Macau para os Direitos dos Trabalhadores do Jogo. Os trabalhadores apresentaram queixa devido ao que dizem ser um despedimento com razões “infundadas”.

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Elisa Gao

Quatro croupiers do Casino Kam Pek Paradise apresentaram queixa na tarde de ontem na Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais devido ao que entendem ser um despedimento sem justa causa. De acordo com dois documentos que Cloee Chao, presidente da Associação Novo Macau para os Direitos dos Trabalhadores do Jogo, apresentou aos jornalistas um croupier foi despedido, em Setembro, por “possuir as fichas não reclamadas de um cliente” e um outro croupier foi dispensado, no mês passado, por “conspirar com outro homem para ficar com as gorjetas dos clientes”.

Cloee Chao referiu ainda dois outros casos, relativos a um trabalhador que foi acusado de dar dinheiro a uma outra pessoa para apostar na sua mesa e a um outro funcionário que foi despedido por alegadamente ter “conspirado com um cliente para obter dinheiro de outro cliente”. A dirigente defendeu que em todos estes casos os croupiers foram injustamente acusados pela entidade empregadora.

Um dos trabalhadores que ontem se apresentaram na Direcção de Serviços para os Assuntos Laborais – e que apenas se quis identificar como Leong – trabalhou na Sociedade de Jogos de Macau (SJM) durante oito anos. A companhia acusou-o de ter alguém a ajudá-lo a apostar, e o trabalhador diz ter sido despedido sem qualquer carta de aviso. Além disso, foi ainda acusado de tirar gorjetas dos clientes. Leong nega as acusações e garante que conhece três outros croupiers que foram igualmente despedidos, alega, com similares razões “infundadas”.

O antigo trabalhador da Sociedade de Jogos de Macau diz ter sido despedido devido ao facto do Casino Kam Pek Paradise ser um pequeno casino: “Toda as pessoas vão para os casinos grandes, depois os pequenos ficam sem clientes”, assinalou.

Leong está sem emprego há um mês: “Não tenho a possibilidade de encontrar um novo emprego, uma vez que já faço isto há muitos anos e não tenho qualquer outra experiência. Mas agora que sofri uma tal penalização, definitivamente as outras empresas não me vão contratar [enquanto croupier]”, referiu o trabalhador, em declarações à imprensa.

Cloee Chao assegura que recebeu nos últimos dois meses muitas queixas de funcionários da SJM que dizem ter sido despedidos por razões “infundadas”. A dirigente diz que os croupiers de grandes casinos não foram afectados ou despedidos: “Eles podem candidatar-se voluntariamente para outros departamentos”, enquanto que aqueles que trabalham em pequenas empresas não dispõem do mesmo tipo de possibilidade. “Há muitos trabalhadores não-locais nos outros departamentos (não croupiers) e não há vagas para atribuir aí a croupiers”, justifica a dirigente associativa.

Cloee Chao referiu ainda que se as queixas entregues na DSAL não ajudarem a sanar os diferendos, os croupiers vão dirigir-se à Polícia Judiciária e ao Gabinete para a Protecção de Dados Pessoais para apresentar queixa sobre os respectivos casos.

 

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