Colectivo russo AES+F dá-se a conhecer a Macau no VAFA

É a primeira vez que trabalhos do colectivo de artistas russos AES+F, composto por Tatiana Arzamasova, Lev Evzovich, Evgeny Svyatsky e Vladimir Fridkes, vão ser exibidos em ecrãs do território. O colectivo é uma das apostas da Art For All para a edição de 2016 do VAFA.

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O VAFA International Video Art Festival traz a Macau o colectivo de artistas russos AES+F. Os artistas russos vão exibir dois dos seus trabalhos de “moving images” na Cinemateca Paixão: “Allegoria Sacra” e “The Feast of Trimalchio”. Os vídeos serão projectados em meados deste mês e Tatiana Arzamasova  – a única mulher entre os quatro elementos do colectivo – estará no espaço de criação artística Macau Art Garden, no dia anterior à estreia, para conversar sobre o conceito de criação e a evolução do processo criativo.

O festival, organizado pela Art for All Society (AFA) e pela Fundação Oriente, está na sua 5ª. edição, com um foco exclusivo no mundo das imagens em movimento, especialmente nos trabalhos concebidos por artistas que se movimentam na área das artes plásticas: “São sempre trabalhos que são feitos com uma consciência de galeria ou de museu e que se afastam de outras perspectivas mais comerciais. Para isso há outros festivais aqui no Território”, explicou ao PONTO FINAL José Drummond, director e curador do festival.

A intenção de colocar o festival no panorama internacional fez com que, desde o início, o processo de candidaturas funcione através de “open calls”. No entanto, a organização decidiu introduzir, ao longo dos anos, novas características, como parcerias com outros festivais internacionais similares – nomeadamente o Fuso, em Lisboa, ou o Festival de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil, em São Paulo – e o convite a artistas de primeira linha.

Este ano, o VAFA International Video Art Festival convidou o colectivo russo, um grupo que José Drummond considera ter “uma obra completamente ímpar neste mundo das ‘moving images’”. Ainda que a base das obras continue a primar por meios mais tradicionais como a pintura, a escultura ou o desenho, o colectivo AES+F tem desenvolvido um processo de simbiose entre a fotografia, o vídeo e as tecnologias digitais. José Drummond caracteriza o resultado da acção criativa dos artistas russos como algo “bastante opulento”: “Tem as características de reunião entre o mundo digital e o mundo real e trabalham de uma forma muito particular essa junção. São filmes bastante imersivos e o contexto que eles apresentam não está só ligado a um qualquer lado de beleza. Tem também um contexto político sobre o mundo em que vivemos hoje em dia, embora eles se abstenham de tomar posições”, explicou.

“Allegoria Sacra” e “The Feast od Trimalchio” foram escolhidos pelo colectivo para serem projectados em Macau nos dias 12 e 15 deste mês e tratam temáticas como a convivência ou a tensão entre diversas raças e extractos sociais, abordando também as relações de género, numa crítica a qualquer uma das questões – sem tomar opções, esclarece José Drummond – ao acentuar as diferenças e a subsistência dessas diferenças, num movimento que permeia a realidade, explicou o director do festival ao PONTO FINAL. JF

 

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