“Através da arte vemos o que nunca vimos antes”

Madalena Fonseca partilha com Oscar Wilde a filosofia de que “a vida imita a arte”. A professora dos cursos de pintura promovidos pela Casa de Portugal considera que a Exposição dos Alunos de Pintura, ontem inaugurado no Consulado de Portugal em Macau, é um bom exemplo de que a “arte nos revela e transfigura a vida”.

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Desenho, gravura ou pintura. As três linguagens integram o leque de cursos que Madalena Fonseca ensina na Escola de Artes e Ofícios da Casa de Portugal. Na Exposição dos Alunos de Pintura, inaugurada ontem no Consulado-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong, os visitantes – ou quem está em fila de espera para resolver os seus assuntos consulares – vão poder admirar obras – pinturas a óleo, mas também trabalhos processados através de técnicas mistas – da autoria de algumas personalidades bem conhecidas da sociedade civil do território.

A mostra, que estará patente ao público até 24 de Novembro, reúne um acervo demonstrativo daquilo que melhor se fez nos cursos criativos promovidos pela casa de Portugal não só este ano, mas também nos anos de 2013 e de 2015.

Madalena Fonseca, que para além de professora esteve em Macau na qualidade de artista residente da Casa Garden, explicou ao PONTO FINAL que os seus formandos percorrem um longo caminho evolutivo em termos de expressão artística até encontrarem a sua voz individual: “Este é um grupo muito heterogéneo, as pessoas vêm de formações várias e têm uma coisa em comum que é a paixão pela arte e que faz com que evoluam. Vão progredindo e ultrapassando os obstáculos”, explica a formadora.

“As técnicas mistas são interessantes porque pressupõem um sentimento de libertação”, explicou Madalena Fonseca. A formadora explica que o recurso a tais técnicas  faz com que os aspirantes a artistas se sintam mais à vontade e percam o medo da tela em branco que muitas vezes cria bloqueios e barreiras psicológicas. Os formandos apostam, numa fase posterior, na pintura a óleo, considerada por muitos uma técnica mais complexa.

A delegada da Fundação Oriente em Macau, Paula Cleto, também faz parte dos alunos de Madalena Fonseca com trabalhos expostos no Consulado. Apesar do ritmo acelerado de vida em Macau, Paula Cleto consegue tirar algumas horas do seu dia para aprender com Madalena, que “conhece muito bem as técnicas e sabe transmitir o saber”.A delegada da Fundação Oriente no território desvaloriza, no entanto, a participação na mostra ontem inaugurada: Nunca tive jeito para desenho, mas acho que tenho alguma sensibilidade artística, o que não significa que possa ser artista. Mas achei que podia experimentar”, explica.

O que a fez participar nos cursos de técnicas mistas e pintura a óleo foi, sobretudo, a curiosidade. Para Paula Cleto a pintura “é uma brincadeira”, ainda que a mostra seja composta por um conjunto de trabalhos de pessoas que levam esta experiência mais a sério do que outras. JF

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