Hong Kong: LegCo resvalou de novo para o caos

 

Ainda não foi ontem que os 68 deputados do Conselho Legislativo da RAEHK empreenderam os trabalhos da nova Legislatura. Baggio Leung e Yau Wai-ching, deputados do movimento Youngspiration que adulteram o julgamento, voltaram a ser expulsos do hemiciclo da antiga colónia britânica.

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Dois deputados do círculo pró-independência da vizinha Região Administrativa Especial de Hong Kong envolveram-se ontem em confrontos com seguranças no Conselho Legislativo (LegCo), com um a ser arrastado para fora do hemiciclo da antiga colónia britânica, onde estão proibidos de entrar até ser conhecida uma decisão judicial.

Na terceira semana consecutiva de caos no LegCo, Baggio Leung e Yau Wai-ching, dois deputado localistas que defendem a independência de Hong Kong, entraram no parlamento apesar de terem sido proibidos de o fazer enquanto se aguarda uma decisão judicial sobre se podem ocupar os seus assentos.

Yau Wai-ching correu até à tribuna, montou o seu microfone e começou a ler o seu juramento até ser cercada por agentes da segurança e levada quando começou a resistir. Baggio Leung, por seu turno, foi rodeado por outros deputados pró-democracia, enquanto o grupo foi cercado por agentes da segurança.

A reunião no LegCo foi de novo adiada, como nas semanas anteriores, depois de a segurança do Conselho Legislativo não ter conseguido retirar Baggio Leung do hemiciclo da RAEHK.

À semelhança dos restantes 68 deputados, os dois ‘localists’ do Youngspiration eleitos nas legislativas de 4 de Setembro prestaram juramento a 12 de Outubro, mas usaram várias formas de protesto. Ambos pronunciaram a palavra China de forma considerada ofensiva e acrescentaram palavras suas às do juramento, comprometendo-se a servir a “nação de Hong Kong”.

Os juramentos não foram aceites e o presidente do LegCo decidiu dar oportunidade aos deputados de os repetirem. Mas o chefe do Executivo de Hong Kong, CY Leung, pediu uma intervenção urgente do tribunal.

O juiz deu luz verde a uma revisão judicial, que é esperada hoje e que, em última instância, pode mesmo obrigar a uma reinterpretação da Lei Básica de Hong Kong.

Ontem os dois parlamentares voltaram a desafiar a proibição de entrarem no parlamento até à decisão do tribunal, depois de na semana passada terem também já tentado repetir os juramentos.

 

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