Conferência propõe reflexão sobre as clivagens que dividem o mundo

Turkey syrian refugees kurds

A 4 de Novembro, a Universidade de Macau acolhe a conferência “Múltiplas Modernidades – Visões Para o Progresso Comum”, organizada pelo Instituto de Estudos Europeus de Macau (IEEM). O encontro tem como propósito tomar o pulso ao estado do mundo, numa reflexão sobre algumas das clivagens que o ferem e que atravessam a actualidade, como a xenofobia, o racismo ou as crescentes tensões associadas à realidade dos refugiados. Questões, que diz José Sales Marques, são bastante visíveis nas actuais eleições presidenciais norte-americanas. Presentes estarão académicos dos Estados Unidos, da Alemanha, do Reino Unido, de Hong Kong e de Macau.

“A conferência tem por objectivo debater o estado actual em que o mundo se encontra. É preciso nós procuramos compreender o estado actual do mundo, as grandes clivagens que existem, os grandes problemas, ao nível da imigração e outros. O problema da xenofobia, o problema do racismo”, adianta José Sales Marques, presidente do Instituto de Estudos Europeus de Macau.

O economista estabelece a ligação com um contexto actual que tem um impacto incontornável na resolução dos conflitos a uma escala planetária: “No fundo, as grandes fracturas que existem em várias sociedades, que estão a ser bastante patentes no caso americano, durante as eleições, mas que estão a aparecer também na Europa, e já começaram a aparecer, em várias situações, a maior parte das quais ligadas à questão dos refugiados”, explana Sales Marques.

A conferência, que decorre entre as 9 e as 19h15, está dividida em quatro tópicos, integrando cada um deles um conjunto de intervenções de investigadores provenientes da Alemanha, dos Estados Unidos, do Reino Unido, de Hong Kong e de Macau: “Convidamos um conjunto de académicos, intelectuais, que têm estudado sobre alguns temas que têm alguma ligação com esses problemas de fundo. Temas que têm a ver com a boa governação, o problema da segurança humana. Vários problemas que estão no fundo ligados a vias ou a formas de, não digo superar esse tipo de problemas, mas pelo menos tentar dar alguma saída, alguma perspectiva sobre como é que esses problemas podem eventualmente ser resolvidos. Tudo isso ligado a um objectivo que é o de procurar um futuro melhor”, remata o presidente do Instituto de Estudos Europeus de Macau. S.G.

 

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