Associação diz que desistir do metro na Península é “uma humilhação”

A Iniciativa de Desenvolvimento Comunitário de Macau diz que abdicar do metro ligeiro na Península de Macau é uma humilhação. A associação, dirigida pelos deputados Ng Kuok Cheong e Au Kam San, defende que várias cidades vizinhas começaram e concluíram projecto mais complexos.

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A associação Iniciativa de Desenvolvimento Comunitário de Macau considera que abdicar do metro ligeiro na Península de Macau é “uma humilhação” para o Governo e para o território. A posição foi divulgada na terça-feira, e surge depois dos deputados Chui Sai Cheong, Kou Hoi In e Cheang Chi Keong terem sugerido que o Executivo deve desistir do metro ligeiro na Península de Macau e construir em alternativa um monocarril.

“A IDCM considera que seria uma humilhação para Macau se o projecto do metro ligeiro ficasse por acabar, depois das despesas excessivas e do tempo gasto, que foi suficiente para que as cidades vizinhas construíssem metros e comboios de alta velocidade bem mais complicados”, afirmou em comunicado.

Quando o projecto foi apresentado, em 2007, as estimativas apontavam para que o projecto custasse no total 4,2 mil milhões de patacas, uma fasquia que abrangia as linhas da Taipa e de Macau. No entanto, até hoje nenhuma das linhas ficou concluída e o montante gasto aproxima-se dos 14 mil milhões de patacas. Até 2019, o segmento da Taipa deve ficar completo, sendo que o percurso para a parte da Península vai ser conhecido até ao final do ano.

A associação ligada aos deputados Au Kam San e António Ng Kuok Cheong recorda igualmente que, de acordo com a Política Geral do Trânsito e Transportes Terrestres para a decénio situado entre 2010 e 2020, o metro ligeiro ia assumir-se como a espinha dorsal do sistema público de transportes.

“Em comparação com os autocarros, o projecto do monocarril é um brinquedo”, aponta a associação. “A Iniciativa de Desenvolvimento Comunitário de Macau não vai aceitar que sejam feitos avultados investimentos num brinquedo, assim como não aceita, sem apurar as responsabilidades, que a próxima liderança receba uma cidade em que os autocarros são o principal transporte colectivo”, destaca o organismo em comunicado.

Em relação aos atrasos e gastos excessivos, a associação recorda que têm sido muitos os casos em que os projectos não são concluídos a tempo nem se sabe quando vão ficar prontos. As 19 mil fracções de habitação pública, o Hospital das Ilhas e o desenvolvimento de muitos terrenos concessionados são os exemplos dados. Nesse sentido, a instituição apela para que o Governo peça ao Comissariado Contra a Corrupção e à Comissão de Auditoria que investiguem os casos e os interesses envolvidos.

O comunicado da Associação explica ainda que a forma como todos os problemas têm sidos “apresentados e decorados” é inadmissível e que o Governo tem de ir à raiz dos problemas para os erradicar.

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