IACM avança para a reabilitação de espaços públicos

O IACM está a tentar resolver questões relativas à reabilitação de equipamentos públicos. Do parque infantil dos Oceans Garden ao mercado de Coloane, cada vez mais desprovido de vendedores e compradores, a resolução dos problemas pode tomar algum tempo, disse ontem José Tavares.

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O Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) vai avançar, ainda esta semana, para a remoção dos equipamentos do parque infantil dos Oceans Garden por considerar que constituem um perigo para as crianças que utilizam as instalações e desfrutam da estrutura de lazer.

 

A garantia foi ontem dada por José Tavares, cerca de meio ano depois de ter sido dado o alerta relativamente à suposta deterioração dos equipamentos. Em Maio, um grupo de moradores dos Ocean Garden entregaram um abaixo-assinado que reflectia as preocupações e as queixas dos moradores da zona face à falta de segurança do parque infantil.  Recentemente uma criança de seis anos partiu um cotovelo enquanto brincava no local.

Ontem, o presidente do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais garantiu, em declarações à Rádio Macau que os equipamentos deteriorados deverão ser removidos o mais brevemente possível. José Tavares lembrou que os materiais, para serem renovados, levam tempo. No entanto, o processo de remoção é bastante mais rápido, pelo que os equipamentos “vão ser removidos”, declarou o responsável.

Aos microfones da Rádio Macau, Tavares defendeu ainda a necessidade de serem definidas novas directrizes para a manutenção de estruturas instaladas ao ar livre: “Vamos ter de estabelecer novas definições para o nosso pessoal poder gerir melhor esses equipamentos que como estão constantemente expostos ao exterior podem deteriorar-se e causar esses tipos de incidentes”, avançou.

O presidente do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais apela ainda ao sentido de responsabilidade dos pais, sublinhando à Rádio Macau que “têm de ter o cuidado de vigiar as suas crianças durante essas actividades, porque qualquer material lá exposto tem os seus potenciais perigos”.

 

Mercado de Coloane sem solução

 

Se, por um lado, o desenho de novas directrizes para a manutenção de equipamentos instalados ao ar livre é premente, as soluções já propostas para que o mercado de Coloane não encerre as suas portas continuam a não cumprir o propósito a que se destinam. O mercado está quase vazio: das 19 bancas de venda que compõem as instalações, apenas sete estão ocupadas.

As razões que fundamentam a actual situação do mercado de Coloane são várias, defende José Tavares.  “A situação demográfica da vila”, que tem vindo a perder população, “a falta de estacionamento” e a “pequena dimensão” do mercado, são razões que, no entender do presidente do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, poderão explicar o abandono a que o Mercado está votado:  “É um ciclo vicioso, daí que as pessoas vão fazer comprar aos grandes mercados por oferecerem mais escolha”, defendeu o dirigente. “Acho que futuramente vamos ter de encontrar outra solução porque não dá para vitalizar, isso já está mais que provado. Se calhar, encontrar uma nova solução para a população de Coloane, para um novo mercado, se calhar. Quanto ao actual mercado, usá-lo para outros efeitos”, rematou o presidente do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais.

 

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