São Januário recusa responsabilidades em hipoxia causada a recém-nascido

Uma doença genética rara terá sido a causa para os problemas experienciados pelo bebé no momento do parto. Dada a raridade da doença, não existem em Macau os fármacos necessários ao tratamento, mas o Centro Hospitalar Conde de São Januário está a planear a sua aquisição para prestar apoio à criança, garantem os Serviços de Saúde.

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Um bebé nascido de um parto complicado no Centro Hospitalar Conde São Januário (CHCSJ) está no centro de uma polémica alimentada nas redes sociais, segundo a qual os clínicos do hospital público não teriam prestado atempadamente a necessária assistência para evitar a situação de hipoxia – diminuição do teor de oxigénio no sangue – sofrida pelo bebé após ter nascido. O hospital rejeita as acusações e garante que os médicos nada poderiam ter feito: a criança sofre de uma doença genética rara, só detectável após o nascimento e que terá estado na origem dos sintomas verificados.

De acordo com comunicado emitido anteontem pelos Serviços de Saúde, “o hospital reviu detalhadamente o processo clínico e verificou que a mãe do bebé doente procedeu ao exame pré-natal, mas ao bebé foi diagnosticada uma doença genética rara e metabólica que provoca deficiência múltipla de carboxilase congénita”.

Por outras palavras, a doença rara de que sofria o bebé – com uma taxa de incidência de um em 100 mil – não poderia ter sido detectada durante o tempo de gestação: “O diagnóstico da doença em causa é obtido através de um exame ao sangue ou teste genético. É de salientar que, caso não haja história clínica ou história genética, normalmente esta doença só pode ser diagnosticada após o nascimento”, refere o comunicado.

 

Momentos-chave de um drama

 

Foi no dia 5 de Julho que deu entrada no Centro Hospitalar Conde de São Januário uma cidadã do Vietname, grávida de 40 semanas e seis dias. Dadas as contracções e sinais de início do processo de parto, tiveram lugar os procedimentos normais de qualquer parto e, às 17h15 do dia seguinte, o bebé veio ao mundo. Revelou, no entanto, hipoxia metabólica e o hospital procedeu ao tratamento sintomático, tendo a criança sido enviada para a Unidade de Cuidados Intensivos Pediátrica e submetida a exames.

No dia 12 de Agosto, o hospital estabeleceu o diagnóstico preliminar e, 10 dias volvidos, adquiriu os medicamentos necessários para proceder ao tratamento do recém-nascido: “O bebé doente teve alta hospitalar no dia 9 de Setembro. Neste momento, o seu estado clínico encontra-se estável”, informam os Serviços de Saúde, garantindo que o bebé “não correu risco de vida”.

No entanto, dada a raridade da doença, não existem em Macau os fármacos necessários para o tratamento da patologia: “Os pais do bebé terão de os adquirir e o Centro Hospitalar Conde de São Januário está já a planear a aquisição dos medicamentos para prestar apoio a este caso”, conclui o comunicado dos Serviços de Saúde.

 

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