Médico defende teste do cancro da mama para mulheres de todas as idades

Oncologista diz que são cada vez mais os casos de jovens afectadas pela doença. O especialista quer que o Governo estude a possibilidade de conduzir testes de despistagem do cancro da mama em pacientes  de todas as idades.

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Elisa Gao

Hui Cheng Vai, médico oncologista no Centro Hospitalar Conde de São Januário e dirigente da Associação de Oncologia de Macau afirmou ontem que – com base na sua experiência entre 2003 e 2014 – o número de casos de cancro da mama em Macau continua a aumentar, afectando cada vez pessoas mais jovens. O clínico quer que o Governo conduza um programa-piloto que permita estudar a viabilidade de implementar testes para as mulheres de todas as idades.

“Em comparação com os países europeus e com os Estados Unidos da América, Macau ainda não implementou um sistema de teste universal para a realização do cancro da mamã, ou seja que abarque mulheres de todas as idades”, defendeu Hui Cheng Via, à margem da conferência de imprensa sobre o Dia Mundial do Cancro da Mama, que se celebra em Outubro.

Ainda de acordo com Hui, muitos dos casos são descobertos numa fase muito avançada da doença, o que complica as hipóteses de sobrevivência das pessoas afectadas. Como causas para a despistagem tardia do cancro, o oncologista apontou o medo que existe decorrente do tratamento e a falta de testes às pessoas mais jovens. Hui apelou assim para que as mulheres tomem as precauções devidas.

Em relação a essas precauções, Hui Cheng Vai explicou que estas implicam três passos: adopção de um estilo de vida saudável, realização de testes de forma regular e, por último – quando confirmada a existência da doença – os pacientes devem começar a tratar-se o mais cedo possível, para evitar complicações: “A taxa de sobrevivência à doença depende muito do período em que o cancro é detectado, mas de uma forma geral as hipóteses de cura são elevadas”, disse Hui Cheng Vai, ao PONTO FINAL. “Apesar de entre 2003 e 2014 o número de casos ter aumentado, a taxa de mortalidade manteve-se”, acrescentou o clínico.

O médico explicou depois que em Macau existem as ferramentas necessárias para tratar a doença da forma mais indicada. Só muito raramente é necessário transportar os pacientes para outras jurisdições, sublinha Hui Cheng Vai.

Também para alertar para os perigos da doença, no próximo domingo, a Associação de Feliz Paraíso vai realizar uma série de actividades na Torre de Macau. O evento vai contar com dois especialistas que vão abordar os novos tratamentos para a doença, assim como duas actrizes de Hong Kong, que se celebrizaram ao serviço da TVB, que vão falar da sua luta contra o cancro da mama.

 

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