Festival da Lusofonia: Balanço positivo para o arraial das arraiais

O fim-de-semana foi de ritmos e emoções fortes na Avenida da Praia e na zona do Carmo. O balanço da edição de 2016 do Festival da Lusofonia é positivo, mas o desejo é sempre de fazer mais e melhor.

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O Festival da Lusofonia, que decorreu durante o fim-de-semana na zona das Casas-Museu da Taipa, superou as expectativas da organização e dos representantes das comunidades lusófonas radicadas na RAEM. Durante a tarde de ontem, o número de visitantes tinha já alcançado o do edição do ano passado do certame. Entre os visitantes, estão cada vez mais turistas, que aproveitam a visita ao arraial para desfrutar do melhor que o mundo lusófono tem para oferecer.

“Na sexta-feira, por exemplo, quando o secretário Alexis Tam chega para fazer a abertura, já o sítio está composto. As pessoas já estão à espera para invadir o espaço”, contou ao PONTO FINAL Daniel Pinto,  presidente da Associação de Amizade Cabo Verde–Macau. Os expositores presentes no festival deram a conhecer a essência dos respectivos países, do colorido dos trajes aos sabores da tradição gastronómica, passando pelos ritmos típicos de cada uma das nações representados.

Os problemas de abastecimento de electricidade em alguns expositores no primeiro dia do evento acabaram por se revelar um contratempo menor, incapaz de apagar o espírito de festa que é apanágio da Lusofonia, garantiu Amélia António. A presidente da Casa de Portugal em Macau diz ter notado, este ano, um aumento da população chinesa que visitou o Festival: “Até à hora dos concertos, 90 por cento das pessoas que por aqui passaram são chinesas. Mas é a população chinesa que vive em Macau que tem uma forma diferente de vir, de estar e de provar”, disse. Por outro lado, a dirigente também sublinha o crescimento do número de visitantes oriundos de outras latitudes, nomeadamente do Canadá, da África do Sul, da Nova Zelândia, ou mesmo expatriados que vivem na vizinha Região Administrativa de Hong Kong. Eles gostam do “ambiente descontraído, da forma de falar e de tratar” presente em todo o arraial, sublinhou a dirigente.

Para Jane Martins, presidente da Casa do Brasil em Macau, o balanço foi muito positivo. O organismo conseguiu obter retorno que, apesar de não ser muito, “vai ajudar a manter a associação durante o resto do ano”. A dirigente sublinha que a associação não recebe qualquer subsídio para a organização de actividades. A excepção é mesmo a realização do Festival da Lusofonia.

A possibilidade de aumento dos subsídios e dos apoios concedidos pelo Instituto Cultural paira, no entanto, no ar. Quando questionado sobre o assunto, o coordenador do evento, António Machado, não afasta de todo a possibilidade: “Seria bom, já há alguns anos que não há um aumento desse subsídio e vemos que, de ano para ano, [as associações] cada vez estão a fazer mais e melhor e há sempre aumento de custos, uma vez que há inflação”.

O funcionário do Instituto Cultural reconhece que, por vezes, a programação do festival suscita algumas críticas, mas justifica a parca inovação no programa do Festival, de ano para ano, com o baixo orçamento que é disponibilizado pelo Governo: “Para o ano é um ano especial. O Festival cumpre 20 anos. Já estamos a planear, vamos melhorar a programação e em princípio será no mesmo espaço”, sublinhou.

Jorge Santos, colega de António Machado no Instituto Cultural, acredita que “tem de haver um trabalho preliminar da afirmação da lusofonia. A lusofonia não pode ser reduzida a um fim-de-semana”. E rematou: “As comunidades querem que durante o ano aconteçam outras coisas e que se crie em Macau uma cultura lusófona que não seja só caipirinhas e grupos folclóricos”. JF

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