Estudo indica que pico nos preços do imobiliário foi atingido no 3.º trimestre de 2014

De acordo com um estudo da Universidade de Macau encomendado pelo Governo, a idade dourada do mercado imobiliário do território foi atingida entre Julho e Setembro de 2014. Mas desde aí, os preços têm vindo a registar quebras contínuas.

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O pico do mercado imobiliário foi atingido durante o terceiro trimestre de 2014, de acordo com um estudo realizado pela Universidade de Macau, que tem em conta o período compreendido entre 2011 e o final do ano passado. O trabalho –  que foi encomendado pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) ao maior estabelecimento de ensino superior da RAEM –  teve como data de referência o primeiro semestre de 2011 e o final do ano passado.

“Nos últimos cinco anos, tomando como base o índice do ano 2011, os mais elevados preços imobiliários globais de Macau registaram-se no 3.º trimestre de 2014, com o índice de 257,12, ou seja mais 1,72 vezes face ao índice do 1.º trimestre de 2011 (94,47)”, pode ler-se no comunicado divulgado pela DSEC.

O mesmo trabalho permite concluir que os preços apresentaram uma quebra contínua desde o terceiro trimestre de 2014 e o final de 2015: “Posteriormente, desceu o índice global dos preços imobiliários, atingido 212,39 no 4.º trimestre de 2015, isto é menos 17,4 por cento em relação ao pico”, é acrescentado.

Se por um lado, o pico para os preços em geral foi atingido no 3.º trimestre de 2014, já o ponto mais alto do imobiliário para a Península de Macau foi alcançado um trimestre antes, ou seja no 2.º trimestre de 2014. Por outro lado, nas Ilhas da Taipa e Coloane  os preços mais elevados registaram-se no ano passado, entre Janeiro em Março.

“No 4.º trimestre de 2015 o índice de preços de imóveis na Península de Macau foi de 215,94 ou seja menos 17,9 por cento face ao pico (263,07) registado no 2.º trimestre de 2014. Nas Ilhas da Taipa e de Coloane, o mais elevado foi registado no 1.º trimestre de 2015, com o valor do índice de 243, descendo posteriormente para 198,7 no 4.º trimestre de 2015, com uma descida de 18,2 por cento”, é destacado.

Durante o período analisado, os preços que mais subiram –  e também que maior quebra estão a registar –  são pagos pelos edifícios que ainda estão em construção. Entre o primeiro trimestre de 2011 e o pico do mercado do imobiliário, as unidades em construção passaram a valer em média 2,84 vezes o preço inicial. No entanto a quebra que se registou em tal indicador depois do pico também foi a mais acentuada, com mais de um quarto do valor a desaparecer: “Quanto aos edifícios em construção, registou-se o valor mais elevado (388,91) no 2.º trimestre de 2014, mais 2,84 vezes face ao do 1.º trimestre de 2011 (101,23), tendo porém descido para 290,33 no 4.º trimestre de 25,4 por cento durante seis meses”, é explicado.

Outro resultado do estudo demonstra que durante o período de 2011 e 2015 foram os preços das fracções autónomas habitacionais de pequena dimensão –  ou seja com uma área útil de 50 ou menos metros quadrados – que cresceram a maior ritmo. No pico deste mercado, no 2.º trimestre de 2014, uma fracção com 50 metros quadrados valia 2,44 vezes mais do que no primeiro trimestre de 2011. Ou seja uma pessoa que tenha comprado uma casa deste género por 4 milhões de patacas entre Janeiro e Março de 2011 conseguiria vendê-la no pico do mercado por 9,76 milhões de patacas.

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