Escritório de Manuela António lança associação para promover Governança Corporativa

Um instituto para promover as boas-práticas de gestão das empresas, uma maior transparência e, ao mesmo tempo, colmatar uma carência do território. São estes alguns dos objectivos do novo organismo criada pelo escritório da advogada Manuela António.

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João Santos Filipe

Um organismo que pretende trazer para ordem do dia as boas práticas de gestão nas sociedades comerciais de Macau. É este um dos objectivos do recém-criado Instituto de Governança Corporativa de Macau (Macau Corporate Governance Institute, em inglês), uma organização sem fins lucrativos lançada pelo escritório Manuela António – Advogados e Notários, na passada sexta-feira.

“O objectivo [da associação] visa colmatar uma carência em Macau, onde os assuntos de Corporate Governance  [gestão das sociedades] não têm um instituto e acabam por estar pouco estudados e desenvolvidos. No fundo queremos trazer para a ordem do dia estas temáticas de boas práticas de governação nas sociedades”, explicou Afonso Cardoso de Menezes, secretário da Mesa da Assembleia Legislativa do novo organismo, ao PONTO FINAL.

“A nossa ideia foi tentar trazer à luz do dia estas preocupações que já existem noutras jurisdições mais desenvolvidas e que mais cedo ou mais tarde vão chegar a Macau”, acrescentou.

A governança corporativa refere as práticas e medidas de gestão adoptadas por sociedades, sendo que no caso do lançamento do Instituto de Governança Corporativa de Macau foram destacadas as boas práticas e a transparência, além da formação de quadros preparados para a aplicação destes princípios

O Instituto foi criado na passada sexta-feira no âmbito das comemorações do trigésimo aniversário do escritório de advocacia Manuela António – Advogados e Notários, tendo a advogada Manuela António como presidente.

Do grupo de sócios fundadores da nova associação fazem igualmente parte as empresas BNU, CESL Ásia, CTM, MGM e a Sociedade de Construção e Fomento Predial Golden Crown:  “Há bastante interesse e esta é uma matéria que tem uma propensão de crescimento assinalável. Achamos que, pelo menos, os bancos, seguradoras e concessionárias de jogo e não-jogo têm interesse neste género de matérias”, afirmou Afonso Cardoso de Menezes.

Até ao momento, a associação conta apenas com os sócios fundadores, porém o objectivo é alargar o número de membros. Os bancos, seguradoras e restantes concessionárias de jogo são, numa primeira fase, o público-alvo.

“Nos próximos temos vamos começar a nossa campanha de angariação de novos associados. Já temos uma listagem com as entidades que achamos que têm interesse e vamos entrar em contacto com elas”, frisou.

Apesar do interesse, numa primeira fase, nas grandes instituições do território, Afonso Cardoso de Menezes sublinhou que o instituto está aberto a todos, sociedades ou pessoas singulares.

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