Detenção de funcionários da Crown sem impacto no território

A garantia é dada por Paulo Martins Chan. O responsável pela Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos assegura que a detenção, no Continente, de 18 funcionários da Crown Resorts, não teve qualquer efeito sobre a performance da indústria do jogo no território.

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A detenção na República Popular da China de 18 funcionários da operadora de jogo australiana Crown Resorts, há duas semanas, por crimes relacionados com o jogo, não teve impacto na indústria dos casinos do território, de acordo com o responsável pela Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos, Paulo Martins Chan.

“Até ao momento, não vemos qualquer impacto [das detenções] em Macau. Pelo contrário, este caso é um ‘lembrete’ para as operadoras de jogo aqui [em Macau] de que quando realizam as suas operações de ‘marketing’ no interior da China têm de ter um claro entendimento das suas leis e cumpri-las”, afirmou na quinta-feira Martins Chan, citado um dia depois pelo portal GGRAsia.

O secretário para a Economia e Finanças de Macau, Lionel Leong, já tinha dito, no final da semana passada, que as detenções não deveriam ter uma relação directa com as empresas de jogo que operam casinos no território.

Na sequência das detenções, houve um encontro entre o director da DICJ e as seis operadoras de jogo de Macau no sentido de as “lembrar” da estrita necessidade de cumprirem as leis locais e as de outros lugares.

Paulo Martins Chan afirmou ainda que nenhum dos detidos tem ligações ao território: “Daquilo que percebemos, nenhum dos 18 detidos no interior da China eram funcionários de Macau, e as empresas de jogo aqui disseram-nos que sempre cumpriram as leis no interior da China”.

A imprensa australiana noticiou, contudo, na quarta-feira, que mais dez indivíduos foram detidos posteriormente no Continente, descrevendo-os como “organizadores chineses de ‘junkets’ [angariadores de grandes apostadores] ” com ligações a Macau.

O magnata de jogo australiano James Packer afirmou, na semana passada, estar “extremamente preocupado” com as detenções que, segundo disse, terão ocorrido no âmbito de uma investigação sobre os esforços do grupo para convencer chineses endinheirados a gastar as suas fortunas em casinos no estrangeiro. A publicidade a jogos de azar na República Popular da China está proibida.

O jornal Sydney Morning Herald – que citava fontes ligadas a essas actividades – estimou que as detenções estão relacionadas com o desejo da Crown Entertainment de recuperar 15 milhões de dólares australianos que um milionário chinês ficou a dever a um dos casinos do grupo, localizado em Melbourne.

O grupo Crown – detido em 53 por cento por James Packer – tem casinos em todo o mundo, incluindo em Macau, em parceria com a Melco. O território é o único local na China onde o jogo em casino é legal.

 

 

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