Macau necessita de importar mais trabalhadores

As necessidades da economia dizem respeito tanto aos trabalhadores especializados quanto à mão-de-obra menos qualificada, consideram os responsáveis do Conselho para o Desenvolvimento Económico. O organismo esteve ontem reunido em sessão plenária.

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Rodrigo de Matos

É de políticas que facilitem a importação de trabalhadores – e não o contrário – que Macau precisa na fase actual, marcada pela tendência de retoma e desenvolvimento económico. Quem o diz são os especialistas do Conselho para o Desenvolvimento Económico, que estiveram reunidos ontem, à porta fechada, a discutir o momento presente e a forma actual da economia da RAEM: “A economia está a desenvolver-se rapidamente e Macau precisa de trabalhadores, em quantidade e em qualidade. Há duas maneiras para o conseguir: uma é a formação de trabalhadores locais e a outra é trazer trabalhadores de fora. Macau deve apostar em ambas as frentes”, defendeu Vong Kok Seng, chefe da Secção para Estudo das Políticas de Recursos Humanos, em declarações aos jornalistas, à saída da reunião plenária de 2016 do organismo, realizada no World Trade Center, no NAPE.

“No que respeita à importação de trabalhadores, é evidente que há necessidade, neste momento, tanto de trabalhadores especializados como de mão-de-obra menos qualificada”, explicou o responsável.

 

Jogo a recuperar

 

A maior necessidade de mão-de-obra assenta no dinamismo de uma economia em assumida fase de retoma, como a que se vive actualmente na RAEM, na opinião de Davis Fong Ka Chio, chefe da Secção para Estudo das Políticas de Diversificação Adequada da Economia: “Depois de 20 meses de recessão, a economia está a estabilizar e a entrar em processo de recuperação”, observou o também director do Instituto para os Estudos do Jogo Comercial da Universidade de Macau (UM). Davis Fong destaca, ainda assim, o facto de haver sectores a recuperar mais depressa do que outros: “O sector do jogo é um dos que estão a recuperar de forma mais clara”, notou.

O PONTO FINAL apurou que estiveram também em discussão, na reunião de ontem, algumas das medidas de apoio ao desenvolvimento da RAEM anunciadas pelo primeiro-ministro do Conselho de Estado, Li Keqiang, na sua passagem por Macau, há duas semanas.

Na altura o representante do Governo Central anunciou um conjunto de 19 medidas de apoio, que incluíam a transformação de Macau num centro de liquidação de moeda chinesa (renminbi) para os países lusófonos e o estabelecimento de um seguro de crédito à exportação, a criação da sede do Fundo da Cooperação para o Desenvolvimento entre a China e os Países de Língua Portuguesa em Macau, o apoio ao Parque Científico e Industrial de Medicina Tradicional Chinesa para a Cooperação Guangdong-Macau, o reforço da gestão do mar para desenvolver a economia marítima, o desenvolvimento da cooperação na Região do Grande-Delta do Rio das Pérolas e o incentivo aos empresários das zonas limítrofes para investirem na RAEM, entre outras.

 

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