Portugal em destaque numa MIF com menos stands

 

Focada no comércio e investimento, com fóruns e conferências, bolsas de contacto, negociações de compra, entre outros, arranca esta manhã a Feira Internacional de Macau. Expositores, há menos 300 do que na edição anterior, mas a feira mantém um orçamento semelhante: de 33 a 34 milhões de patacas.

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Rodrigo de Matos

Com menos expositores do que os presentes na última edição do certame, começa já amanhã a 21.ª Feira Internacional de Macau (MIF), no espaço de exposições do resort Venetian. O orçamento, no entanto, mantém-se e a grande novidade este ano é a introdução de dois pavilhões temáticos – os do País Parceiro e da Cidade Parceira, títulos atribuídos este ano a Portugal e Pequim, respectivamente. De Lisboa, chega uma comitiva empenhada em dar uma imagem de maior diversidade do que a que foi passada em edições anteriores.

Com uma participação focada em duas vertentes – a institucional e a empresarial – Portugal aparece com um leque de sectores e empresas mais alargado do que o habitual. A estratégia serve o propósito de diversificação da oferta de produtos portugueses no território, até então muito concentrada no sector alimentar, como explicou ontem Maria João Bonifácio, comissária da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), em declarações aos jornalistas, à margem da conferência de apresentação da MIF 2016: “Gostaríamos de expandir para outros sectores, nomeadamente as novas tecnologias e inovação, as startups e por aí afora”, afirma Maria João Bonifácio, notando que a presença do sector alimentar continua robusta, embora acompanhada de uma participação reforçada de empresas portuguesas do sector dos serviços, sobretudo. “É uma dinâmica de diversificação que nós aplaudimos e que estamos muito interessados em apoiar”, afirma a comissária da AICEP.

Para tal, Portugal contará, nesta feira, com um pavilhão especial: “É um pavilhão bonito, embora discreto, e muito eficaz a passar uma mensagem. Esperamos que possa ter algum impacto na população chinesa”, considera a responsável.

 

A ginástica das contas

 

Sob o tema “Cooperação – Chave para Oportunidades de Negócio”, a Feira Internacional de Macau tem apenas amanhã a sua abertura oficial, mas as actividades arrancam já hoje de manhã (às 9h30) com um Fórum de Jovens Empreendedores da China e Países de Língua Portuguesa. A feira propriamente dita conta este ano com um número mais reduzido de stands – 1600, comparativamente aos 1900 do ano passado – e ocupa uma área de 30 mil metros quadrados, com a participação de mais de meia centena de países e regiões: “O orçamento é semelhante ao do ano passado e deverá andar à volta de 33 a 34 milhões de patacas”, revelou Irene Lau, directora-executiva do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) e coordenadora da MIF 2016. O objectivo da feira, sublinha a responsável, continua a ser o mesmo: “oferecer uma plataforma de cooperação e intercâmbio económico e comercial para Macau e o mundo”, através de exposições de comércio e investimento, fóruns e conferências, bolsas de contacto, negociações de compra, entre outros. O evento termina no sábado.

 

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