Pirelli decide usar pneus da Fórmula 3 britânica em Macau

Nos testes aos novos pneumáticos realizados no circuito italiano de Monza, as equipas que vão correr em Macau sofreram alguns problemas de bolhas. Os responsáveis das escuderias que vão competir na Guia afirmam-se despreocupados devido à diferença de características das duas pistas e acreditam que os pneus italianos serão menos castigados no traçado do território.

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A Pirelli, novo fornecedor de pneus para a Taça do Mundo de Fórmula 3 do Grande Prémio de Macau, irá optar pela mesma borracha utilizada no campeonato britânico da categoria quando equipar as viaturas que vão competir na Guia, no próximo mês. O fabricante italiano de pneumáticos sucede à japonesa Yokohama, que forneceu os pneus ao Grande Prémio de Macau durante 33 anos, desde que o certame passou a incluir provas de Fórmula 3, em 1983.

A notícia da opção pelos pneus da F3 britânica foi avançada pela revista Autosport, na sua edição electrónica. Os mesmos pneus têm sido usados também nos campeonatos de Fórmula 4 da Alemanha e de Itália. Das escuderias que estarão presentes em Macau, a Van Amersfoort Racing (VAR), a Motopark, a Carlin e a Fortec  efectuaram testes aos pneumáticos com carros de Fórmula 3 recentemente no autódromo italiano de Monza, numa tentativa de simular as altas velocidades atingidas em Macau.

Frits van Amersfoort, patrão da VAR, estima que os pneus Pirelli possam chegar a ser um segundo mais rápidos do que os relativamente mais duros Hankook, utilizados no Campeonato Europeu de Fórmula 3, e que em termos de andamento são comparáveis aos Yokohama que eram até aqui usados em Macau: “Soubemos que iam ser os pneus de F4 da FIA e claro que temos um bom stock deles”, exultou Van Amersfoort, cuja equipa compete no Campeonato germânico de F4, tendo sagrado campeão este ano o australiano Joey Mawson.

“Monza é [uma pista] dura para os pneus e tivemos algumas bolhas. Sabemos que é um pneu bastante delicado, mas a maior diferença é a velocidade e o contacto do pneu e a resposta que dá para os pilotos, e eles estão a gostar”, adiantou, sublinhando: “Não somos os únicos com alguns problemas com o pneu e, claro, Monza é muito mais dura [para os pneus] do que Macau”.

 

Fortec rebenta um pneu

 

Por falar nos problemas das outras equipas, a Fortec teve mesmo um pneu rebentado, mas o patrão da equipa, Richard Dutton, desdramatiza: “Acho que já descobrimos porquê e já não estamos mais preocupados com isso”.

O chefe da Motopark, Timo Rumpfkeil, por sua vez, sugeriu que os problemas com os pneus Pirelli verificados em Monza poderiam estar a ser causados pelo facto de os carros estarem a ir para a pista afinados para serem rápidos no circuito italiano e não tanto com a afinação que vão apresentar em Macau: “Não estou nada preocupado com as bolhas. Para nós, há zero problemas, quando sabemos o que estamos a fazer”, disse. “[O pneu Pirelli] é mais rápido do que o da Hankook, mas Monza é um mau local para julgar velocidade porque aqui o pneu acaba por ter um menor efeito no tempo de volta do que em qualquer outro traçado”, explica.

Nos testes, a volta mais rápida com pneus Pirelli foi conseguida pelo britânico Lando Norris, da Carlin, que também efectuou o percurso mais veloz com pneus Hankook, tendo sido 0,7 segundos mais lento com a marca coreana do que com a italiana.

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