Macau e São Francisco conectadas pela arte da ilustração

O melhor da arte da ilustração desaguou ontem na Galeria da Fundação Rui Cunha, materializada na exposição “Macao x San Francisco Art of Illustration”, mostra que reúne trabalhos de 10 ilustradores de Macau e de outros tantos oriundos dos Estados Unidos da América.

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Os 40 trabalhos que compõem o acervo da iniciativa foram ontem apresentados um por um na cerimónia de abertura da exposição pela coordenadora do projecto, Christine Hong Barbosa.

A exposição explora o tema “If I Were in SF/Macao” (“E se eu estivesse em São Francisco/Macau”, em português) fazendo a conexão entre os artistas – dez de Macau e dez de São Francisco – e as duas cidades através de linguagens visuais distintas, mas que partilham  um certo sentido de humor e de surrealismo, bem como um inalienável apelo gráfico.

“A oportunidade de trazer ao território a mostra “Macao x San Francisco Art of Illustration” já surgiu há algum tempo através da YunYi, a Associação dirigida pela Christine. Já se fez o ano passado e este ano é uma repetição. Só que todos os anos Macau desafia um país. Este ano foi a vez dos Estados Unidos serem desafiados”, explicou Cândido Azevedo, coordenador da Fundação Rui Cunha para as actividades artísticas, sócio-culturais e filantrópicas.

João Jorge Magalhães, artista residente em Macau, esteve presente na “soft opening” da exposição na qual participa com dois trabalhos: “Já ilustro há 15 anos. Este ano, a Christine contactou-me e houve a oportunidade de conseguir expor em São Francisco, nos Estados Unidos, e agora também em Macau”.

O ilustrador, que nunca esteve na maior cidade do Estado da Califórnia, manteve o conceito “pop” e colorido da sua série de trabalhos em pintura sobre paisagens chinesas: “Representei a minha visão da Ponte de São Francisco e o eléctrico de São Francisco para Alcatraz, através de uma pintura chinesa pop. Foi a minha forma de ilustrar e mostrar que, se eu fosse lá, acabaria por ter uma visão oriental chinesa do sítio em que eu estava”, declarou.

A galeria da Fundação Rui Cunha, explica Cândido de Azevedo, tem sido bastante procurada por artistas que ali querem expor os seus trabalhos e até Abril do próximo ano a agenda está totalmente preenchida, facto que se deve, principalmente, à possibilidade dos artistas venderem as suas obras sem que a Fundação receba qualquer comissão. Contudo, não houve qualquer dificuldade em admitir a exposição ontem inaugurada, uma vez que a que foi apresentada do ano de 2015 foi considerada um sucesso.

Exposto em São Francisco em Agosto passado, o colectivo de ilustrações internacionais procura promover os ilustradores de Macau tanto no território, como fora de portas, criando uma ponte entre comunidades de artistas para troca de informações, experiências e ideias. A ligação criada entre os diferentes países procura, portanto, estreitar relações entre o panorama artístico da RAEM e o resto do mundo. A exposição estará patente até ao dia 30 de Outubro e a entrada é livre. JF

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