Hecatombe de preços já dura há um ano

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Os preços dos produtos turísticos em Macau voltaram a cair no terceiro trimestre, tendência que se mantém desde há um ano, segundo dados divulgados esta terça-feira.

De acordo com a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) de Macau, o Índice de Preços Turísticos (IPT) caiu 3,5 por cento, em comparação com o período homólogo do ano passado.

A DSEC atribui a contracção, “principalmente, à redução dos preços do alojamento em hotéis e dos bilhetes de avião”. Os preços do alojamento caíram 15,45 por cento e os dos “transportes e comunicações” desceram 14,45 por cento, comparando com o período homólogo do ano passado.

O Índice de Preços Turísticos caiu pela primeira vez desde 2003, em termos homólogos, no terceiro trimestre do ano passado. Apesar da queda contínua desde há um ano, em termos homólogos, no terceiro trimestre deste ano o IPT subiu 1,33 por cento em relação aos três meses anteriores (Abril a Junho últimos).

A economia de Macau, uma Região Administrativa Especial da China, está assente nos serviços, sendo o sector do turismo, especialmente o jogo em casino, a principal fonte de receita pública. As receitas dos casinos de Macau estiveram em queda entre Junho de 2014 e Julho deste ano.

No mês passado já se tinha sabido que os lucros da indústria hoteleira de Macau em 2015 se situaram nos 2,76 mil milhões de patacas, menos 44,4 por cento comparativamente ao números obtidos em 2015.

As receitas do sector dos hotéis e similares atingiram 26,04 mil milhões de patacas em 2015, uma queda de 6,6 por cento.

A directora dos Serviços de Turismo de Macau desvalorizou esta queda nas receitas da hotelaria, destacando que está a aumentar o número de hóspedes e o tempo de estadia na cidade.

“O número de hóspedes tem subido e o número de pessoas a pernoitar em Macau também subiu”, disse Helena Senna Fernandes, sublinhando que em Junho e Julho deste ano, ao contrário do que é frequente, o número de turistas “que ficaram mais do que um dia em Macau” foi maior do que o de pessoas que visitaram a cidade em menos de 24 horas.

Senna Fernandes sublinhou que abriram novos hotéis em Macau e, “com mais quartos disponíveis”, o preço dos quartos, naturalmente, baixa: “Ao mesmo tempo, a taxa média de ocupação está na ordem dos 80 por cento(…). Se calhar estivemos muito acostumados a taxas de ocupação na ordem dos 90 por cento, mas acho que não há muitos destinos no mundo que tenham este tipo de taxa de ocupação”, afirmou a responsável.

“Tem de haver equilíbrio entre os preços dos quartos e a taxa de ocupação”, acrescentou Senna Fernandes.

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