Cabo Verde ao ritmo da “morabeza” no Festival da Lusofonia

O jeito das ilhas e o embalo do mar. Eis a aposta da Associação de Amizade Cabo Verde-Macau para o mais intenso fim-de-semana do ano. A representação cabo-verdiana no arraial da Lusofonia é este ano dedicada às artes e ao saber artístico do arquipélago atlântico.

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Simpatia e espírito positivo. Eis o que Daniel Pinto, dirigente da Associação de Amizade Cabo Verde–Macau, promete antes de qualquer outra coisa a quem fizer questão de visitar o expositor representativo da comunidade cabo-verdiana presente na 19.ª edição do Festival da Lusofonia, certame que foi ontem adiado por uma semana devido às previsões de mau tempo.

A exemplo do que tem sucedido todos os anos, a associação liderado por Daniel Pinto vai voltar a assinar uma presença forte no maior arraial lusófono do território. Este ano, a Associação de Amizade Cabo Verde-Macau dedica o stand à arte e à pintura que se produz no arquipélago atlântico. Na representação de Cabo Verde no recinto do Festival, na Avenida da Praia, vai marcar presença um artesão vindo das ilhas da “morabeza” a propósito da 8.a Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa, apesar de serem cada vez maiores as dificuldades para trazer até ao território artistas nacionais do país.

“Dá muito trabalho, como é evidente”, reconhece Daniel Pinto ao PONTO FINAL,  quando interrogado sobre as dificuldades decorrentes da organização do Festival. “Fazemo-lo com muito gosto, pensando precisamente em representar o melhor possível a nossa terra possível. É uma coisa colectiva, é pensar na comunidade cabo-verdiana e na melhor forma de a representar. Esse é o grande objectivo.”

É precisamente como colectividade que a associação lusófona mais antiga da RAEM organiza os trabalhos e se entrega ao processo criativo para construir o seu espaço, tendo o cuidado de apresentar um tema novo todos os anos: “Vamos apresentar o habitual, acepipes de que os visitantes gostam muito e que são os pastéis, os rissóis e os salgados típicos de Cabo Verde. Temos também alguns doces de coco que são muito queridos em Cabo Verde. Nós tentamos, de certa forma, e na medida do possível, fazer esse transferência para nos sentirmos um bocado em casa e dar às pessoas a conhecer aquilo que normalmente se come em cabo verde. As bebidas são licores e ponches”, refere ao PONTO FINAL o dirigente.

Para Daniel Pinto, o objectivo primordial é que as pessoas que visitem o espaço de Cabo Verde se “sintam bem servidas, bem tratadas (…). O que nós tentamos fazer é criar um ambiente quente que, na verdade, é o apanágio do cabo-verdiano”, acrescenta ainda Daniel Pinto.

O Festival da Lusofonia é uma representação viva da cultura dos países falantes de língua portuguesa e vai ao encontro dos discursos proferidos  e pelas intenções avançadas recentemente por figuras estatais.

O presidente da Associação de Amizade Cabo Verde–Macau faz um balanço positivo das edições anteriores, ressaltando o ambiente seguro e familiar do evento. JF

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