Pequim, Washington e Nova Deli são líderes nas plataformas digitais

Entre os 20 economias que integram o G20, a China, os Estados Unidos e a Índia são as que estão melhor preparadas para enfrentar o futuro no que toca à troca de bens e serviços. As conclusões são de um estudo publicado recentemente pela Accenture. Algumas economias europeias arriscam-se a perder o comboio da inovação no que toca à chamada economia de plataformas.

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A República Popular da China, os Estados Unidos da América e a Índia são os países que estão melhor apetrechados em termos digitais para enfrentar os desafios que o futuro poderá acarretar no que diz respeito ao comércio e à transacção de bens e serviços. Com o fortalecimento de empresas como a Google, o Facebook ou a Amazon e o sucesso alcançado por plataformas como a Uber ou a Airbnb, disparou também o recurso à chamada economia das plataformas. No entanto, um estudo conduzido pela consultora Accenture em 16 dos 20 países membros do G20 deixa a nu as diferenças substanciais que ainda existem entre as nações com assento na organização.

De acordo com os resultados da investigação, os Estados Unidos, a China e a Índia são os países melhor preparados para dar cartas no domínio da economia digital. Na Europa, apenas a Alemanha e o Reino Unido se encontram numa situação privilegiada para seguir no encalço de Washington, de Nova Deli e de Pequim, de acordo com o referido estudo.

A consultora entende que a economia de plataformas é o modelo económico que promove o uso de ferramentas digitais que põem em contacto dois ou mais grupos independentes, abrindo a porta a novos modelos de negócios. O estudo demonstra que a era em que as empresas nativas digitais eram as principais responsáveis por desenvolver estas plataformas já faz parte do passado: empresas como o Google, o Facebook ou o Ali Baba estão a unir-se a outras empresas com o objectivo quer de providenciar serviços a eventuais clientes, quer de promover uma maior actividade entre as próprias empresas.

A Accentura conclui que apenas 15 das cem maiores empresas do mundo já dispõem de uma presença forte no mundo digital e estão preparadas para operar uma transição suave para a chamada economia de plataformas. No entanto, um estudo paralelo conduzido por outra consultora, a IDC, assegura que até 2018 mais de metade das principais companhias do mundo estarão preparadas para ser parte interventora na revolução digital actualmente em curso, o que pressupõe um investimento massivo por parte das empresas para assegurar um migração subtil para um cenário onde as plataformas deverão jogar um papel fundamental.

O estudo da Accenture sublinha, no entanto, que a migração nem sempre é um processo bem sucedido: apenas 10 por cento das startups dedicadas em exclusivo às plataformas digitais sobreviverão com o passar do tempo.

“Quando se fala de plataformas a primeira coisa que vem à cabeça é a China, a Índia e o Estados Unidos, que são economias que estão a usar o poder da tecnologia para gerar negócios de grande escala a uma velocidade surpreendente”, defende Paul Daugherty, director de tecnologia da Accenture. O dirigente diz que se nada for feito atempadamente muitas economias europeias “arriscam-se a perder o comboio da inovação”.

 

 

 

 

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