Pássaros do Brasil prometem colorir arraial da Lusofonia

Os pássaros e a diversidade ornitológica brasileira dão o mote à representação da Casa do Brasil no arraial da Lusofonia. A associação liderada por Jane Martins promete cor e animação. A tradicional caipirinha também não vai faltar.

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Os pássaros do Brasil deverão trazer um colorido especial à 19.a edição do Festival da Lusofonia, que se realiza no próximo fim-de-semana na zona das Casas-Museu da Taipa. Esta é, pelo menos, a expectativa dos responsáveis pela Casa do Brasil em Macau, que este ano apostam na riqueza e na diversidade das espécies ornitológicas do país como tema da representação brasileira no arraial do Carmo.

Os responsáveis pelo organismo que congrega os brasileiros radicados no território têm-se entregado afincadamente ao projecto na perspectiva de atrair um maior número possível de visitantes ao seu espaço.

A previsão para o fim-de-semana é de chuva, mas o mau tempo não coloca em causa os preparativos para a mais agitada das quadras festivas do ano: “Pessoalmente a gente investe muito nesta festa. Já estamos trabalhando há mais de dois meses porque a nossa barraca vai ser toda pintada à mão. Este ano o tema vai ser sobre os pássaros (…) típicos do Brasil. Estamos a pintar em tela, com acrílico, e depois vamos fixar na barraca”, avança Jane Martins, presidente da Casa do Brasil, ao PONTO FINAL.

O espaço dedicado à cultura e aos costumes brasileiros não se vai distanciar daquilo que tem vindo a apresentar nas edições anteriores do certame. Os visitantes poderão encontrar snacks típicos do Brasil e refrescos como limonada ou a tradicional caipirinha, o principal elemento de atracção da barraquinha da comunidade brasileira em Macau. A representação musical brasileira estará a cargo da cantora e compositora baiana Margareth Menezes, que visita Macau a propósito da 8.ª Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa e actuará no palco do anfiteatro das Casas-Museu da Taipa.

A subida dos preços dos produtos e serviços em Macau tem tido um grande impacto nos trabalhos da associação e foi isso mesmo que Jane Martins transmitiu ao PONTO FINAL. A dirigente diz que tem sido cada vez mais difícil concretizar os projectos a que a Casa do Brasil se propõe todos os anos: “É tudo muito caro, a mão de obra em Macau é muito cara. Temos o apoio do Instituto Cultural para a festa da lusofonia, mas é muito pouco porque a gente investe para montar uma barraca, só em decoração, mais ou menos 58 mil patacas e [o IC] dá 30 mil. Não chega. É por isso que nós temos que vender muita caipirinha para poder pagar essa diferença. [O IC] já dá esse subsídio há não sei quantos anos, só que as coisas encarecem e a gente tem muita dificuldade em trabalhar. A gente prefere fazer uma coisa bonita, investir do nosso bolso e depois, com a venda, repor”, admite Jane.

Apesar dos desafios e entraves, o stand que traz o Brasil a Macau conta sempre com um largo número de visitantes. Na edição de 2015, o Festival da Lusofonia teve uma afluência de público da ordem das 20 mil pessoas e terão sido poucos os que não mataram a sede (ou o vício) na barraquinha da Casa do Brasil.

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