Doze anos de prisão para Lou Ngai Wa

São 12 anos e meio de prisão efectiva para Lou Ngai Wa. O Tribunal Judicial de Base pronunciou-se ontem sobre o caso de corrupção que envolvia o antigo chefe da Divisão de Gestão de Transportes da DSAT.

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Lou Ngai Wa foi condenado a 12 anos e seis meses de prisão. O ex-chefe da Divisão da Gestão de Transportes da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego havia sido acusado de 42 crimes de suborno, 10 crimes de quebra de confidencialidade, 12 crimes de participação económica ilícita, um crime de lavagem de dinheiro, dois crimes de abuso de poder, dois crimes de falsa declaração de propriedade e um crime de propriedade desconhecida.

De acordo com a emissora em língua chinesa da Rádio Macau, o tribunal indicou que Lou Ngai Wa interveio em concursos de adjudicação através da posição que ocupava, tendo cooperado com os outros acusados para partilhar interesses económicos através de comportamentos ilegais. O antigo responsável terá ainda revelado informações relativas à inspecção da Direcção dos Serviços para os Assuntos Tráfego (DSAT). O arguido foi ainda acusado de ter transferido dinheiro para a China continental para adquirir propriedades, financiar despesas relacionadas com amantes e com o jogo, com o objectivo de proceder depois à lavagem de dinheiro.

Lou Ngai Wa e Pun Ngai foram acusados de, entre 2012 e 2015, terem permitido que três empresas de gestão conseguissem contratos de forma ilegal, contabilizando 70 por cento dos contratos de serviço em Macau.

Segundo a emissora em língua chinesa da Rádio Macau, os seis acusados neste processo foram considerados culpados. Lou Ngai Wa foi sentenciado com uma pena de prisão de 12 anos e seis meses e ainda 36 mil patacas de multa. O antigo assistente técnico, Pun Ngai, foi condenado a sete anos e nove meses de prisão. Um terceiro e quarto argüidos – o comerciante Chan Chi Piu e a sua mulher – foram condenados a seis anos e três meses de prisão e quatro anos e seis meses, respectivamente. Ao quinto arguido, o comerciante Leong Yun Fai, foi atribuída uma sentença de quatro anos de prisão. Já o sexto acusado, o comerciante Ian Wo Shun, foi condenado a cumprir quatro anos e três meses de prisão.

O acórdão emitido pelo Tribunal Judicial de Base determina ainda, escreve a Rádio Macau, que o suborno recebido por Lou Ngai Wa e Pun Ngai, no valor superior a 10.5 milhões de patacas, seja confiscado. Os arguidos ficam ainda obrigados a pagar o valor equivalente às propriedades adquiridas.

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