Fórum Macau quer impulsionar cooperação entre municípios e províncias

No rescaldo da V Conferência Ministerial do Fórum, a responsável pelo organismo anunciou uma nova direcção para as relações sino-lusófonas. Na sexta-feira, Xu Yingzhen transmitiu aos jornalistas o propósito de criar um mecanismo de intercâmbio entre municípios e províncias da China e dos países de Língua Portuguesa.

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Pequim e os países de expressão portuguesa querem incentivar a cooperação entre as estruturas de administração local nos próximos três anos, foi na sexta-feira anunciado no território, na conferência de imprensa de rescaldo da V Conferência Ministerial do Fórum de Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

O objetivo da medida passa por tentar criar “um mecanismo de intercâmbio de longo prazo” entre municípios e províncias do Continente e dos países lusófonos, explicou na sexta-feira aos jornalistas a secretária-geral do Fórum Macau, Xu Yingzhen.

A nova responsável pelas estratégias de cooperação multilateral entre a China e as nações do círculo da Lusofonia explicou que esta é uma das novas áreas de cooperação acordadas pelos governos dos países que integram o Fórum quando estiveram reunidos no início da semana passada, no território, na conferência ministerial que se realiza a cada três anos e da qual sai sempre um “plano de acção” para o triénio seguinte.

Esta nova área de cooperação junta-se assim a outras duas, que também apareceram este ano pela primeira vez num plano de acção do organismo: o desenvolvimento da capacidade industrial dos países africanos lusófonos e de Timor-Leste e a criação de novos serviços financeiros para facilitar os negócios entre todas as partes, aproveitando, neste caso, as potencialidades da RAEM, onde o português é língua oficial e se podem fazer transações em yuan, a moeda chinesa.

Durante os dias da conferência, os governos dos países do Fórum colocaram a ênfase nestas duas novas áreas de cooperação, a que Xu Yingzhen juntou na sexta-feira a missão de promover intercâmbios entre entidades locais e regionais.

O Fórum Macau pretende, neste caso, “estimular mais a cooperação” entre províncias e municípios, promovendo também, por exemplo, seminários e “visitas recíprocas”, disse Xu Yingzhen na sexta-feira, sem dar mais detalhes.

A secretária-geral do Fórum Macau falava numa conferência de imprensa para fazer o balanço do encontro ministerial da semana passada, que reuniu no território cinco primeiros-ministros – de Portugal, da República Popular da China, de Cabo Verde, da Guiné-Bissau e de Moçambique – para além de ministros de Timor-Leste, de Angola e do Brasil. São Tomé e Príncipe, recorde-se, não faz parte do Fórum Macau por ter relações diplomáticas com Taiwan.

A República Popular da China anunciou, durante os trabalhos da conferência, linhas de crédito, doações e perdões de dívida para os quatro países africanos de língua portuguesa do Fórum e para Timor-Leste no valor total de 2.500 mil milhões de yuan, destinados a promover, como no passado, projectos de infra-estruturas, mas agora também a sua industrialização.

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Quartel general do Fórum Macau pronto até 2019

A meta está estipulada, mas sem quaisquer compromissos. Na semana passada, num dos momentos de maior valor simbólico da visita que efectuou ao território, o primeiro-ministro Li Keqiang descerrou, na zona de Nam Van, a placa relativa ao Complexo da Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, mas a obra não tem ainda data de conclusão prevista. A secretária-geral do Fórum Macau estima que as novas instalações do Fórum possam estar concluídas até 2019, apesar de não se comprometer com a data: “Esperamos que este complexo esteja concluído na próxima Conferência Ministerial. Esperamos que sim, mas não vamos marcar um dia porque isto envolve diferentes procedimentos, concessões e estudos de viabilidade”, referiu Xu Yingzhen, citada pela Rádio Macau.

O novo quartel-general do Fórum de Coperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa inclui um centro de serviços para empresários, espaços para exposições e ainda um centro de formação. A estrutura vai ser construída na zona dos Lagos Nam Van, junto às actuais instalações da Assembleia Legislativa.

 

 

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