Festival da Lusofonia: Moçambique recria tasca com charme rural

Um bar modesto, a exemplo dos que se encontram na sanzala moçambicana, mas onde não falta nada, muito menos boa disposição. Esta é a aposta da Associação dos Amigos de Moçambique para a 19.a edição do Festival da Lusofonia, que decorre entre sexta-feira e domingo na zona das Casas Museu da Taipa.

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Este ano, a Associação dos Amigos de Moçambique volta costas à urbanidade e elege como tema para a representação de Moçambique no arraial da Lusofonia uma realidade bem conhecido de todos os moçambicanos: “Este ano nós vamos tentar reproduzir o bar de uma vila do interior de Moçambique. Há muitos barzinhos pequeninos do interior de Moçambique, bares muito simples mas que acabam por ter tudo”, avança a dirigente.
No bar, os visitantes poderão encontrar uma larga panóplia de interesses tipicamente moçambicanos, promete Helena Brandão. De bebidas, a petiscos, até música e artesanato tradicional, passando pela exibição de vídeos de danças tradicionais e de promoção e de divulgação do Parque Nacional da Gorongosa o objectivo da Associação dos Amigos de Moçambique é só um: manter presente a essência moçambicana na diversidade de culturas e profissões que constituem a comunidade de Moçambique em Macau.
No sempre prezado plano das iguarias, o organismo liderado por Helena Brandão vai apresentar no fim-de-semana um cardápio recheado: logo na sexta-feira, a Associação dos Amigos de Moçambique propõe a quem se desloque ao restaurante montado na zona do Carmo um dos mais solicitados pratos da gastronomia moçambicana, o famoso caril de galinha com coco. Para acompanhar, já ao balcão da barraquinha de Moçambique, Helena Brandão Helena Brandão aconselha o ponche “kanimambo” (em português, “obrigado”), uma mistura de licor com ingredientes moçambicanos, criado por um dos membros da associação.
Este ano, a convite da Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa, estará presente na barraquinha de Moçambique o artesão Ibramugi, que “vai mostrar os produtos que tem, como os faz, [e] também vai explicar como trabalha a madeira. Vai consertar peças de artesanato que as pessoas tenham em casa”, acrescenta a dirigente.
Os desafios com que a Associação dos Amigos de Moçambique se depara prende-se, principalmente, com a questão de angariação de apoios e a importação de produtos do país de origem: “É muito difícil conseguirmos trazer material de Moçambique porque é longe… Há muitas dificuldades. Há sempre burocracias que temos de ultrapassar”, saliente Helena Brandão.“Ainda que dê muito trabalho, quando as coisas correm bem – e têm corrido bem até agora – acabamos por ficar satisfeitos porque o objectivo acaba sempre por ser alcançado, apesar de no início termos que lutar contra algumas barreiras que encontramos”, admite a dirigente. A ideia geral é que “o ano actual corra melhor que o ano anterior. É sempre essa a expectativa”, garante.
Criada em 1992, a Associação dos Amigos de Moçambique contribui para a congregação da comunidade moçambicana radicada em Macau e, todos os anos, aquando do Festival da Lusofonia, procura mostrar os costumes e as tradições do país da costa oriental africana.
Com 24 anos de existência, a Associação dos Amigos de Moçambique é composta por 86 sócios, na sua maioria naturais de Moçambique.

J.F

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