Coloane: Trabalhador não-residente morre em acidente de trabalho

 

 

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Um trabalhador da República Popular da China morreu este domingo, depois de ter sido soterrado vivo na fábrica de cimento de Coloane. O incidente ocorreu por volta das 10 da manhã de ontem, depois do homem ter caído para a zona de filtragem de areia.

Os Bombeiros foram chamados ao local, mas quando resgataram o trabalhador encontraram a vítima em paragem cardio-respiratória. As medidas de salvamento promovidas pelos soldados da paz não tiveram efeito e o homem foi declarado morto antes ainda de ser conduzido ao hospital.

De acordo com informações ontem divulgadas pela emissora em língua chinesa da Rádio Macau, o trabalhador caiu para um tubo de filtragem de areia, uma estrutura com 15 metros de altura e três metros de largura. Quando os Bombeiros chegaram ao local da ocorrência, depararam-se com a vítima totalmente soterrada e recorreram a um cortador de acetileno para criar uma abertura na estrutura. O homem foi encontrado ao fim de alguns minutos e a equipa de resgate recorreu a uma corda e a uma rede de sobrevivência para o retirar de dentro do tubo. O trabalhador estava, no entanto, já sem respiração e sem batimento cardíaco, tendo sido transportado de urgência para o Centro Hospitalar Conde de São Januário.

As causas da ocorrência ainda não são conhecidas, mas o Corpo de Bombeiros estima que o trabalhador tenha entrado na estrutura para limpar o filtro de dragagem do aparelho e tenha sido surpreendido pela queda de uma grande quantidade de areia que estaria presa nas paredes laterais do tubo.

A Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais divulgou um comunicado ao final do dia de ontem em que exigiu que a fábrica de cimento suspendesse a produção. Depois de uma investigação inicial, o organismo concluiu que a hipótese aventada pelos Bombeiros estava correcta. A Fábrica de Cimento de Coloane só deverá voltar a operar quando implementar medidas efectivas de segurança no trabalho e submeter um relatório detalhado relativo ao incidente. O reatar da produção estará depende, ainda assim, da avaliação e da aprovação da DSAL.

 

 

 

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