Lin Zuluan, o líder rebelde de Wukan, desmente subornos

 

A aldeia mais insubmissa da China volta a estar na berlinda. Depois de no mês passado ter confessado que tinha recebido subornos, Lin Zuluan, o líder eleito de Wukan, desmentiu o teor da confissão que lhe valeu a condenação a 37 meses de prisão.

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Lin Zuluan voltou atrás com a palavra e desmentiu que tenha aceitados subornos. O líder eleito da aldeia continental de Wukan, que foi escolhido pela população na sequência de uma rebelião popular, contrariou a confissão feita no mês passado e garante que não aceitou dinheiro de ninguém.

A informação foi ontem avançada pelo South China Morning Post. O diário de Hong Kong diz que Lin, que foi condenado recentemente a 37 meses de prisão, negou ter recebido subornos no valor de 600 mil yuan.

Lin compareceu anteontem perante o juiz, mas nenhum jornalista obteve autorização para assistir ao julgamento, enquanto na zona em redor do tribunal foram impostas amplas medidas de segurança, descreve o South China Morning Post.

O antigo chefe de Wukan foi detido, em Junho passado, por alegado desvio de fundos públicos, dias após ter anunciado nas redes sociais que iria organizar uma petição ao governo local contra a apropriação ilegal de terras.

Lin foi nomeado chefe local, em 2012, depois de encabeçar os protestos contra o então chefe da aldeia, um homem de negócios que era acusado de roubar terras para as vender a promotores.

Em 2014, foi reeleito com 5.000 de 8.000 votos possíveis.

A sua detenção motivou protestos diários em Wukan, durante três meses, com os manifestantes a apelar à sua libertação.

Ao fim dos primeiros dias, Lin surgiu num vídeo a confessar ter aceitado subornos – um método muito utilizado nos últimos meses pelo regime chinês em casos polémicos.

À semelhança de ocasiões semelhantes – algumas ocorridas com cidadãos estrangeiros – os seus familiares afirmaram duvidar da autenticidade das suas palavras.

A população em Wukan – cujo feito inédito no Continente de ter derrubado os dirigentes comunistas e organizar eleições mereceu destaque na imprensa internacional e chinesa – acredita que Lin é inocente e vê o processo judicial como uma ferramenta para o retirar do poder.

 

 

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