Huang Shan: Mais de dois anos a escapar às autoridades

O episódio que chegou a ficar conhecido como o “momento Lehman Brothers de Macau” – e que provocou um rombo de mais de 10 mil milhões de patacas nas carteiras dos investidores do grupo Kimren – terminou com a detenção do antigo operador junket no Camboja. Huang Shan operava um esquema do tipo “pirâmide” e pôs-se em fuga quando o mercado junket começou a colapsar em 2014.

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Apoderou-se de uma grande soma em dinheiro pertencente a investidores em 2014 e depois fugiu. Só foi encontrado 28 meses depois, no Camboja. O antigo promotor de jogo Huang Shan, suspeito do roubo de 1,3 mil milhões de dólares (10,3 mil milhões de patacas) a um fundo de apostadores VIP, protagonizou uma das mais emblemáticas fugas de que há memória no território, mas foi detido esta semana.

A notícia avançada pelo portal WGM, focado no tema do jogo na Ásia, dá conta de que informações obtidas junto da Associação de Informações dos Jogos de Macau (MGIA, na sigla em inglês) confirmam que Shan terá sido capturado em terras cambojanas. De acordo com alguns relatos, o antigo junket encontra-se sob custódia de alguns dos credores do grupo Kimren, na Baía de Ha Long, no Vietname.

Foram dois anos e quatro meses em que ninguém ouviu falar do paradeiro de Shan. Suspeitou-se que pudesse ter ido para bem longe, mas afinal, terá estado todo este tempo escondido no Camboja, a menos de 1400 quilómetros de Macau.

Mesmo sem nunca ter sido condenado em tribunal, Shan tinha alegadamente um vasto currículo de delitos, nomeadamente relacionados com lavagem de dinheiro. Na verdade, o promotor de jogo, que trabalhava sob a alçada do grupo Kimren, atraía investidores para o seu esquema VIP, com a promessa de grandes retornos mensais sobre os depósitos. Mas, na verdade, tudo não passava de um grande esquema de pirâmide. Huang Shan fugiu quando a indústria junket começou a colapsar em 2014, numa altura em que o esquema que montou estava prestes a rebentar. O episódio chegou a ser apelidado pelo gestor de fundos Jason Ader como o “momento Lehman Brothers de Macau”, numa alusão ao grupo de investimento que provocou o crash financeiro global de 2008-09.

Infelizmente para as empresas que operam dentro da lei no mercado de turismo de jogo em Macau, Shan é apenas um de muitos exemplos de alegada corrupção e roubo, embora tenha protagonizado um dos que foram mais ruinosos. No Outono passado, uma promotora de jogo que trabalhava com a Wynn Macau foi alvo de um desfalque no valor de 43 milhões de dólares, qualquer coisa como 343 milhões de patacas.

 

 

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