Governo mantém financiamento da Escola Portuguesa de Macau

De um almoço entre o ministro da Educação de Portugal e o secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, saiu ontem a garantia de que o apoio financeiro da Fundação Macau à Escola Portuguesa de Macau (EPM) é para continuar. A informação foi avançada por Tiago Brandão Rodrigues, que se mostrou ainda disponível para apoiar o projecto de expansão da EPM.

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Fotografia: Eduardo Martins;

Sílvia Gonçalves

O Governo vai continuar a participar no financiamento da Escola Portuguesa de Macau, após 2017. A garantia foi dada ontem pelo secretário para os Assuntos Sociais e Cultura ao ministro da Educação de Portugal. Depois de um almoço com Alexis Tam, Tiago Brandão Rodrigues confirmou ainda que o modelo de financiamento deverá manter-se nos mesmos moldes até agora adoptados, com uma comparticipação conjunta e praticamente paritária entre o ministério da Educação português e a Fundação Macau.

O périplo de Brandão Rodrigues por algumas das escolas do território arrancou ao final da manhã de ontem na Escola Portuguesa de Macau (EPM), onde o governante se desdobrou em visitas a diferentes salas, com a versatilidade de quem atravessou os anos entre o ensino e a investigação. Em cada uma das salas onde entrou, Brandão Rodrigues interveio na matéria a ser leccionada, fez perguntas, estendeu-se em explicações no laboratório de biologia, onde acrescentou dados a quem por ali analisava as fases da mitose, num regresso ao extenso percurso universitário enquanto bioquímico. Pelo meio ainda invadiou o campo de voleibol, surpreendido com a proximidade do omnipresente casino, paredes-meias com a escola: “Podia fazer-se slide desde o Grand Lisboa até cá abaixo”, observou, com o olhar atirado para o alto.

Na parte da tarde, cumpriu o ministro visita demorada entre duas instituições vizinhas, o Jardim de Infância D. José da Costa Nunes e a Escola Luso-Chinesa da Flora. Repetiu a passagem pelas salas, o contacto muito próximo com meninos de todas as idades, às vezes demasiado intimidados para corresponder às solicitações do ministro-professor. “Então, só agora?”, atirou-lhe, ainda assim, um menino, aborrecido com o ligeiro atraso da comitiva.

Finda a visita à Escola Luso-Chinesa da Flora, chegam os esclarecimentos sobre o futuro da EPM, com a garantia da manutenção do apoio do Executivo: “Eu tive a oportunidade de estar com o doutor Alexis Tam, que mostrou todo o interesse e mostrou garantias da continuidade da participação da Fundação Macau no projecto da Escola Portuguesa de Macau. A RAEM acredita que a Escola Portuguesa de Macau é uma mais-valia também para o território, e nesse sentido garantiram a continuidade do apoio, o que é importante também para a EPM, e é importante para o território”, afirmou o ministro da Educação, em declarações à imprensa.

Actualmente a Fundação Macau contribui com 49 por cento do financiamento da Escola Portuguesa, um apoio anual que se traduz em nove milhões de patacas e que deverá manter-se sem alterações. “Sim, até ver, mantém-se nos mesmos moldes”, adiantou o governante, apontando para a mesma distribuição percentual dos montantes: “Está exactamente nos mesmos moldes ou muito similar aos moldes que já existiam, uma percentagem praticamente de paridade. E é nesse sentido que continuaremos a trabalhar, para que a tutela em Portugal, o Ministério da Educação, comparticipe de igual modo que está neste caso a Fundação Macau a comparticipar”, acrescentou.

Já quanto ao projecto de expansão das actuais instalações da Escola Portuguesa de Macau, Brandão Rodrigues mostrou-se disponível para ajudar: “Existe uma vontade de ampliação da escola, nós estamos atentos a essa vontade e ajudaremos na medida do possível a que seja uma realidade”.

O projecto, apesar de antigo, está ainda em fase preparatória: “A escola está a preparar todos os estudos para entender o que realmente querem fazer, como querem fazer, quando querem fazer. E aí a tutela em Portugal, o Ministério da Educação, eu próprio, seguiremos atentamente todos esses trabalhos, e ajudaremos a escola em tudo o que for possível, na medida das necessidades e das vicissitudes que a escola entender”, garantiu o ministro.

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