Sonho de Xi Jinping sem pernas para andar

A selecção chinesa de futebol perdeu anteontem com o Uzbequistão e a derrota levou ao afastamento do seleccionador Gao Hongbo. A própria agência Xinhua considera que Gao “falhou em formar um conjunto capaz e em encontrar um estilo de jogo para a equipa”.

WCup Asian Qualifying
FILE – In this Jan. 21, 2011, file photo, China’s team coach Gao Hongbo reacts during their AFC Asian Cup group A soccer match against Qatar in Doha, Qatar. The third round of the Asian region World Cup qualifiers begins Thursday, May 1, 2016, with 12 teams still in the running for a place at the 2018 FIFA World Cup in Russia. (AP Photo/Hassan Ammar, File)

O treinador da selecção chinesa de futebol, Gao Hongbo, anunciou ontem a sua demissão, depois de ter perdido por duas bolas a zero frente ao Uzbequistão, na terça-feira. A derrota reduz ainda mais as esperanças da China em se qualificar para a fase final do Mundial 2018.

A derrota em Tashkent, na quarta jornada da fase de qualificação para o Campeonato do Mundo, que se disputará na Rússia, atirou o conjunto chinês para o último lugar do grupo, com apenas um ponto:

“Deixarei o cargo de seleccionador nacional devido a motivos de saúde”, justificou Gao, antigo internacional chinês, na conferência de imprensa após a partida, citado pela agência oficial Xinhua.

Gao, 50 anos, assumiu os comandos da equipa chinesa em Fevereiro passado, depois do francês Alain Perrin ter sido despedido, após uma série de más exibições e de maus resultados, incluindo um empate frente à selecção da vizinha Região Administrativa Especial de Hong Kong.

Sob o comando de Gao, em quatro jogos disputados, o melhor resultado da China foi um empate, sem golos, com o Irão. O antigo internacional chinês “falhou em formar um conjunto capaz e em encontrar um estilo de jogo para a equipa”, escreveu a Xinhua, acrescentando que, apesar de faltarem seis jogos na fase de qualificação, “as exibições da equipa chinesa não dão esperança aos adeptos”.

Segunda maior economia mundial, a seguir aos Estados Unidos da América, a China figura em 78.º no ‘ranking’ da FIFA, atrás de muitas pequenas nações em vias de desenvolvimento. A sua única participação num Mundial, a edição de 2002, terminou com três derrotas e sem um único golo marcado.

Pequim ambiciona, no entanto, converter a China numa potência futebolística à altura do seu poder económico e militar e o Presidente chinês, Xi Jinping, já assumiu a sua ambição em acolher e um dia ganhar um Mundial.

Em visita a Pequim, no fim de semana passado, o primeiro-ministro português António Costa desejou boa sorte ao futebol chinês e avisou que aquela modalidade “exige interacção”: “O sucesso de Portugal no futebol “deve-se muito à popularidade do desporto, à capacidade da formação e, sobretudo, à forma como os clubes portugueses desenvolveram as suas academias”, disse o primeiro-ministro, em entrevista à televisão estatal CCTV.

Em 2014, o antigo capitão da selecção portuguesa Luís Figo lançou uma academia da modalidade na China, que está hoje implementada em 16 cidades chinesas, empregando no total 60 treinadores portugueses.

No ano passado, o presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, anunciou em Pequim a construção de 20 academias na China, até 2018.

O Benfica abriu, em 2015, uma academia de futebol em Hangzhou, a capital da próspera província de Zhejiang, na costa leste da China. Como presente para o Presidente chinês, António Costa trouxe de Lisboa uma bola do Euro assinada por todos os jogadores da selecção nacional.

 

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