Empresa de Macau acaba com Diário de Notícias em papel

O grupo Global Media assumiu que, com a reestruturação do seu quadro de accionistas, um dos objectivos será alargar as actividades a outros países e regiões que falam a língua portuguesa. Sobre o futuro dos jornais, a transição para formatos exclusivamente online.

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Rodrigo de Matos

Será uma das consequências da entrada da KNJ Investment no capital do grupo Global Media: os 17,5 milhões de euros (154,5 milhões de patacas) que a empresa liderada por Kevin Ho vai injectar no capital na corporação que detém o Diário de Notícias e o Jornal de Notícias, entre outros periódicos, fazem dela a maior accionista do grupo e uma das estratégias assumidas é a transição dos jornais em papel para um modelo de suporte exclusivamente digitais.
Depois do acordo assinado durante a quinta edição da conferência ministerial do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, que encerrou ontem, deverá surgir em Março do próximo ano um contrato para a consumação da entrada da KNJ no capital da Global Media, que detém vários jornais em Portugal. Daniel Proença de Carvalho, presidente do Conselho de Administração da Global Media, confirmou ontem em declarações aos jornalistas, à margem da conferência dedicada aos empresários e quadros da área financeira, que a estratégia do grupo reestruturado passa mesmo pelo fim dos jornais em papel:
“Acho que é inevitável. Aliás nós, desde o início desta reestruturação, apontamos para o digital como sendo um dos grandes objectivos. E posso dizer, com alguma satisfação que o nosso grupo, neste momento, já é líder no digital. Temos feito um esforço nesse sentido e as coisas estão a correr bem”, disse o responsável.
Além do Diário de Notícias e do Jornal de Notícias, o grupo detém ainda o desportivo O Jogo e parcelas no Açoriano Oriental, no Jornal do Fundão e Diário de Notícias da Madeira, entre outros. As revistas Volta ao Mundo e Evasões, rádio TSF e o site Dinheiro Vivo são outros dos média detidos pelo grupo.

Foco nos outros mercados do espaço lusófono

De acordo com Proença de Carvalho, a entrada de novos accionistas como a KNJ na Global Media insere-se numa estratégia de alargar as actividades do grupo aos vários países que contam o português entre as suas línguas oficiais. “Esse era um dos objectivos. E creio que, justamente pela composição accionista do grupo, onde há accionistas portugueses, ainda em maioria, um accionista angolano, e agora um accionista de Macau, temos uma estrutura que poderá alavancar esse objectivo de alargarmos as nossas actividades a esses países que falam a língua portuguesa”.
Para o gestor, Portugal terá muitas vantagens se as suas empresas abrirem os olhos aos mercados além fronteiras: “Todos temos a ganhar em poder ter um grupo que possa servir os vários mercados e as pessoas desses países”, afirmou.

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