Governo Central disponibiliza crédito de 2 mil milhões de yuans

Angola, Moçambique, Cabo-Verde, Guiné-Bissau e Timor-Leste são os beneficiários das novas lingas de crédito. As empresas dos restantes países lusófonos que invistam nestes países também podem aceder ao montante disponibilizado por Pequim.

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João Santos Filipe

O Governo Central vai oferecer a Angola, a Moçambique, a Cabo-Verde, à Guiné-Bissau e a Timor-Leste empréstimos com condições preferenciais num valor que deverá atingir pelo menos 2 mil milhões de yuans. Esta foi uma das medidas apresentadas ontem pelo Primeiro-Ministro Chinês Li Keqiang na abertura da 5.ª Conferência Ministerial do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial Entre a China e os países de Língua Portuguesa.

Estes empréstimos têm como objectivo “estimular as empresas a construírem ou renovarem as zonas de cooperação económica e comercial”, “promover o processo de industrialização” dos países referidos e intensificar a cooperação entres os Países Lusófonos do Fórum nas “áreas de planeamento e construção de infra-estruturas”. Esta explicação foi igualmente avançada por Li Keqiang no lançamento da conferência Ministerial, momento em que deu a conhecer 18 medidas de apoio ao Fórum Macau.

Fora desta medida ficaram Portugal e o Brasil, o que não significa que as empresas destes países que actuem em África ou em Timor-Leste não possam beneficiar das novas linhas de crédito ontem anunciadas. De resto este foi um dos factos apontados pelo Ministro da Economia português, Manuel Caldeira Cabral, após a assinatura do Memorando de Entendimento sobre a Promoção da Capacidade Produtiva e a Reunião sobre o Plano de Acção para a Cooperação Económica e Comercial durante os próximos três anos: “Portugal e a China têm muitos projectos em Angola, Moçambique e muitos outros países. Em muitos casos, as empresas chinesas podem beneficiar da experiência das empresas portuguesas e as empresas portuguesas podem também beneficiar da dimensão e capacidade de financiamento das empresas chinesas”, disse Manuel Caldeira Cabral.

Já sobre o memorando de entendimento sobre a promoção da capacidade produtiva, o ministro da Economia de Portugal fez questão de sublinhar que é preciso que as empresas trabalhem melhor nos seus projectos para terem a capacidade para aproveitarem os empréstimos disponíveis no âmbito do Fórum Macau e de outras instituições: “O fundo do Fórum Macau tem também uma boa capacidade de alavancagem que penso que tem sido ainda pouco utilizada. Temos que estimular maior capacidade de concretização de projectos. Mas para isso é preciso que as empresas portuguesas trabalhem em conjunto, nomeadamente com as empresas e autoridades de língua portuguesa para encontrarem e definirem projectos que possam candidatar-se ao fundo do Fórum Macau”, defendeu.

“Temos de estar mais atentos para estas oportunidades num momento em que a capacidade financeira de algumas empresas portuguesas não é muito boa e em que a capacidade financeira também dos Estado onde muitas delas desenvolviam obras também não é tão folgada como era há muitos anos atrás”, apontou o Governante.

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