A língua enquanto ponte virtual que liga Macau aos países de expressão portuguesa

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Foi do longo caminho que a língua portuguesa consegue percorrer que António Costa falou ontem, na passagem pelo Instituto Politécnico de Macau (IPM). No dia em que testemunhou a apresentação de livros de ensino de português mas também a inauguração do Laboratório de Tradução Automática daquela instituição, o primeiro-ministro português destacou o papel de ponte que liga Macau a todos os países de língua portuguesa, salientando o papel da língua como factor de identidade que aproxima povos e culturas

Depois da apresentação dos vários volumes do manual de ensino de português para estudantes chineses, “Português Global”, agora editado também em Pequim por uma editora da República Popular da China, seguiu-se a apresentação do mais recente livro de Carlos Ascenso André, “Uma Língua para ver o mundo: olhando o Português a partir de Macau”. Fnalmente, o chefe do Governo de Lisboa descerrou, a meias com o secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, a placa do novo Laboratório de Tradução Automática do Instituto Politécnico de Macau.

O primeiro-ministro português fecharia depois a sessão, com um discurso onde começou por mencionar a “ponte virtual que liga Macau a todos os países de língua portuguesa”: “Essa, de facto, é uma ponte enorme. É uma ponte que vai daqui até Timor-Leste, vai de Timor-Leste até à Costa Oriental de África, a Moçambique. Vai da costa Ocidental de África a Angola e Cabo-Verde e São Tomé e Príncipe, até ao outro lado do Atlântico, ao Brasil. E que volta a atravessar o Atlântico, para finalmente chegar a Portugal. É um longo caminho para uma só língua”, assinalou o primeiro-ministro português. Considera António Costa que “neste grande desafio que a República Popular da China lançou ao mundo de construirmos ‘Uma Faixa, Uma Rota’, as línguas são uma componente essencial, porque as línguas são um factor de identidade, são um factor que diferencia cada cultura e cada povo”.

Referindo-se ao crescimento no ensino do português na China, hoje presente em 33 universidades, Costa centrou-se no papel desempenhado por Macau: “Este é um caminho que iremos continuar a percorrer em conjunto. E esse é um caminho que dá uma identidade própria a Macau, que diferencia Macau, mas que dá uma centralidade única a Macau. É ser esta ponte entre todos nós”. S.G.

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