Música ligeira local na festa lusófona da austeridade

Um orçamento ligeiramente mais baixo do que o do ano passado, sobretudo graças a poupanças com publicidade, não impede a organização do Festival da Lusofonia de manter a esperança num número de visitantes semelhante ao da última edição. Em 2015, quase 20 mil pessoas visitaram o Arraial do Carmo. O Instituto Cultural planeia organizar uma festa maior no próximo ano, quando o evento completar vinte anos

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Rodrigo de Matos

Os espectáculos de música ligeira com artistas locais vão tomar o Largo do Carmo na Festa da Lusofonia, fazendo concorrência aos artistas lusófonos que irão actuar praticamente à mesma hora no Anfiteatro das Casas-Museu da Taipa. Ainda assim, as actuações dos artistas de Macau são o prato forte da 19.ª edição do evento, que se realiza entre os dias 21 e 23 deste mês, na opinião dos responsáveis da organização.

Nem os funanás dos cabo-verdianos Os Tubarões, o soul dos portugueses HMB ou as kizombas do angolano Don Kikas – alguns dos artistas lusófonos convidados para a Lusofonia deste ano (ver texto: “Os pratos da Lusofonia”) chegam aos pés das sonoridades da prata da casa. É aos artistas locais que o chefe da Divisão de Actividades Recreativas do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) prefere atribuir o destaque: “Fizemos no ano passado um teste e este ano arrancamos em força. Os espectáculos da Festa da Lusofonia são todos diferentes mas, se há um que recomendamos vivamente é o de música ligeira de Macau no Largo do Carmo”, destacou Cheang Kai Meng, ontem na conferência de imprensa do lançamento do evento. Assim, nos dias três dias do festival, das 19h30 às 21h45, irão actuar no palco montado no Largo do Carmo os artistas: François & Rita, Banda 100%, Fabrício Croce, 80 & Tal, e o Grupo de Fado e Música Popular Portuguesa.

Mas a Festa da Lusofonia é muito mais do que as atrações musicais, sendo mantido o formato habitual com a oferta de múltiplas actividades, incluindo mostras culturais de cada uma das comunidades lusófonas representadas no território, gastronomia típica, jogos e espectáculos de dança.

 

Poupar em publicidade em tempos austeros

 

Com os casinos ainda longe dos tempos de crescimento exponencial de receitas, continuam a valer as recomendações do Governo para poupar no supérfluo. Uma aposta na divulgação através da Internet e na poupança com anúncios publicitários permitiu à organização da Festa da Lusofonia manter o orçamento para este ano dentro dos três milhões de patacas, uma ligeira redução, face aos 3,3 milhões gastos no ano passado.

Ainda assim o IC espera números semelhantes em termos de adesão do público: “Contamos que cheguem a passar pela festa este ano 20 mil pessoas. No ano passado, foram 19 mil e, se conseguirmos rondar esse número, já será muito bom”, considera Ieong Chi Kin, chefe do Departamento de Desenvolvimento das Artes do Espectáculo do IC. “No ano que vem, esperamos poder organizar uma festa maior, uma vez que será a 20.ª edição. Aí sim, vamos fazer um evento para atrair ainda mais pessoas”, adiantou.

 

 

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