Montra de pintura lusófona regressa ao Clube Militar

A Sala Ho Yin, do Clube Militar, recebe a partir de 12 de Outubro a segunda edição da “Exposição de Pintura Lusófona”, que este ano junta 27 trabalhos de artistas dos países de língua portuguesa e de Macau. Um encontro entre pintores emergentes e consagrados, numa mostra que é também uma montra da produção artística contemporânea nos territórios da lusofonia.

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Sílvia Gonçalves

Entre 12 e 23 de Outubro, o Clube Militar acolhe a “Exposição de Pintura Lusófona – 2016”, integrada no ciclo “Pontes de Encontro”, que ganha forma naquele espaço ao longo deste ano. Naquela que é a segunda edição de uma mostra que reúne trabalhos de artistas dos países de língua portuguesa e de Macau, apresentam-se 27 obras originais, de nove criadores, num cruzamento entre artistas emergentes e consagrados. A produção é assegurada pela Associação de Promoção de Actividades Culturais (APAC). José Isaac Duarte, da APAC, define a iniciativa como uma montra das tendências e do trabalho que está a ser desenvolvido no mundo lusófono, no domínio da pintura.

“É sobretudo uma exposição em que se procura diversificar, com algum balanço, com algum equilíbrio no seu conjunto. Mas que procura proporcionar uma visão de diferentes abordagens, diferentes temas, diferentes técnicas, usadas por diferentes artistas, em torno de países onde a língua portuguesa é oficial”, enquadra José Isaac Duarte.

O também economista conta que cabe à associação o contacto com os artistas e a selecção das obras. Do trabalho de curadoria resulta um conjunto onde ressalta a diversidade plástica mas também geracional: “Havendo a intenção e a expectativa de dar continuidade a este tipo de iniciativa, procuramos novos artistas, procurando um balanço entre artistas mais novos e artistas mais consagrados. E, no fundo, transformar isto num local de exposição de tendências e do trabalho que se está a fazer no conjunto dos países lusófonos no domínio da pintura. É sobretudo uma amostra dos artistas em concreto”.

Na edição de 2016 são apresentados três trabalhos de uma leva de artistas onde se incluem Duda Correia (Angola), Fátima Pena (Brasil), David Levy Lima (Cabo Verde), Manuela Jardim (Guiné-Bissau), Ieong Tai Meng (Macau), Malangatana (Moçambique), João Paulo (Portugal), Ismael Sequeira (S. Tomé e Príncipe) e Maria Dulce (Timor-Leste). O conjunto que traduz uma acentuada diversidade de linguagens dentro da pintura, e que é um reflexo do desdobramento artístico da própria lusofonia, diz Isaac Duarte: “Procuramos ter, desde artistas mais jovens, que chamaríamos artistas emergentes, e artistas consagrados. Tendo em conta que eles representam nove países, varias gerações e tradições diferentes, procuramos fazer com que a exposição seja equilibrada no seu conjunto, mas que ao mesmo tempo reflicta a enorme diversidade e criatividade das artes no mundo lusófono”.

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