Exportações de produtos portugueses para Macau cresceram 67,5 por cento até Julho

Portugal continua a vender a Macau bem mais do que compra ao território. Até ao final de Julho entraram em Macau produtos portugueses no valo de 25,6 milhões de euros. Em sentido contrário, seguiram para Portugal bens e produtos no valor de 600 mil euros.

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As exportações de bens de Portugal para a Região Administrativa Especial de Macau subiram 67,5 por cento nos primeiros sete meses do ano, face a igual período de 2015, para 25,6 milhões de euros, de acordo com os dados apresentados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) de Portugal.

As importações cresceram 85,3 por cento para 600 mil euros, com o saldo da balança comercial positivo para Portugal em 24,9 milhões de euros.

O primeiro-ministro português, António Costa, realiza entre 8 e 12 de Outubro uma visita de cinco dias à República Popular da China, a qual inclui também uma deslocação à Região Administrativa Especial de Macau.

No ano passado, Macau era o 54.º cliente de Portugal e seu 125.º fornecedor, enquanto Lisboa era o 22.º cliente da Região Administrativa Especial e o seu 13.º fornecedor.

O número de exportadores portugueses para Macau totalizava 410 no ano passado, o que supera os 364 registados um ano antes e os 329 em 2011.

Os produtos alimentares são o grupo de bens mais exportados por Portugal para Macau, representando um terço do total das vendas para aquela região.

Os químicos (peso de 23 por cento), as máquinas e aparelhos (18,4 por cento), os produtos agrícolas (13,7 por cento) e os instrumentos de óptica e precisão (2,5 por cento) compõem o grupo dos cinco produtos mais vendidos a Macau.

No ano passado, as exportações de produtos alimentares recuaram 5,7 por cento para 8,9 milhões de euros, e as de químicos mais do que duplicaram (136 por cento) para 6,1 milhões de euros, enquanto as de máquinas e aparelhos recuaram 27,8 por cento para 4,9 milhões de euros.

As vendas de produtos agrícolas subiram 3,6 por cento para 3,6 milhões de euros.

Entre os produtos mais importados por Lisboa de Macau constam os químicos (peso de 51,8 por cento das compras realizadas em 2015), os alimentares (18,4 por cento), as máquinas e aparelhos (13,1 por cento), as pastas celulósicas e papel (4,5 por cento) e os instrumentos de óptica e precisão (1,6 por cento).

 

Exportações para o Continente em baixa

 

Se as exportações de Portugal para Macau se mantêem em terreno positivo, as exportações de bens portugueses para a China recuaram 35,1 por cento nos primeiros sete meses do ano, face a igual período de 2015, para 366,5 milhões de euros, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Já as importações subiram 2,6 por cento em igual período, para 1.039,4 milhões de euros, o que representa um saldo da balança comercial negativo para Lisboa em 672,9 milhões de euros.

No ano passado, a China era o décimo cliente de Portugal e o seu sétimo fornecedor. Portugal ocupava a 71.ª posição como cliente de Pequim e a 66.ª em termos de fornecedores daquele país.

Entre 2011 e 2015, as exportações de bens para Pequim subiram 27,1 por cento e as importações 4,4 por cento.

Portugal contava no final do ano passado com 1.356 empresas exportadoras, quando em 2011 eram 911. Entre o grupo de produtos mais vendidos por Lisboa a Pequim constam os veículos e outro material de transporte (com um peso de 41,9 por cento das exportações totais em 2015), os minerais e minérios (18,1 por cento), máquinas e aparelhos (8,9 por cento), pastas celulósicas e papel (7 por cento) e produtos alimentares (4,1 por cento).

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