Autoridades de Macau entregaram fugitivo ao Interior da China

O alegado criminoso Chen Fu Jin foi entregue no passado domingo pelas autoridades de Macau às forças policiais chinesas. Segundo o South China Morning Post, o cidadão da República Popular da China tinha entrado em Macau de forma ilegal.

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As autoridades de Macau entregaram um dos homens mais procurados na República Popular da China, Chen Fu Jin, às forças de segurança de Zhuhai. O caso materializou-se no passado domingo e, segundo o jornal South China Morning Post, o fugitivo tinha entrado em Macau de forma ilegal, em Setembro.

De acordo com a notícia avançada pelo diário de Hong Kong, Chen, de 38 anos, foi capturado pelas autoridades do território no domingo, dia em que foi também entregue às autoridades chinesas. Já no Continente, Chen Fu Jin foi levado para Fujian, onde deve ser julgado.

Chen Fu Jin é acusado de ter cometido um crime informático ao ter roubado de uma mulher, através de um esquema com o telemóvel, cerca de 8,8 milhões de yuans de uma conta bancária em Quanzhou, em Fujian.

O roubo decorreu em Janeiro e foi consumado em menos de 10 minutos, tendo sido esse o tempo suficiente para que o alegado criminoso obtivesse os detalhes da conta bancária da mulher e transferisse o montante para mais de 120 contas diferentes.

A entrada ilegal em Macau é uma das razões que permite que cidadãos do Continente sejam entregues às autoridades chinesas. Isto porque actualmente não existe entre Pequim e Macau um acordo de extradição.

Também em Junho de 2015 as autoridades de Macau entregaram um fugitivo com mandato de captura da Interpol, Wu Quanshen, às autoridades do Interior da China. No entanto, o caso teve contornos mais complexos uma vez que o cidadão estava em Macau ao abrigo de uma licença de residência temporária válida até 2017. Na altura essa residência temporária do indivíduo foi cancelada e este acabou expulso para a República Popular da China

Apesar do processo ter levantado dúvidas entre advogados e juristas locais, na altura Pedro Leal explicou, ao PONTO FINAL, que há razões em que a entrega se pode justificar: “Nos termos da lei, e veja-se o artigo 8º da lei nº6/2004, só podem ser expulsas de Macau as pessoas que se encontrem em situação de imigração ilegal”, disse. “A lei diz que está em situação ilegal quem entrou em Macau fora dos postos de migração, mediante identidade ou apresentação de documentos falsos ou durante o período de interdição de entrada”, clarificou.

O PONTO FINAL contactou o Corpo de Polícia de Segurança Pública para que fosse explicado o contexto em que Chen Fu Jin tinha entrado no território e a forma como ele tinha sido descoberto em Macau. No entanto, à hora do fecha desta edição, as forças de segurança ainda não tinham fornecido uma explicação sobre o caso.

 

 

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