Vaga de deserções na embaixada norte-coreana em Pequim

A embaixada da Coreia do Norte na República Popular da China terá sido alvo de uma série de deserções. A agência noticiosa sul-coreana dá como certa a deserção de um alto dignitário da representação diplomática, mas um jornal da Coreia do Sul adianta que dois outros funcionários pediram asilo na Embaixada do Japão.

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Um alto funcionário da embaixada da Coreia do Norte em Pequim desertou, noticiou ontem a agência de notícias da Coreia do Sul. Uma outra fonte avança com factos ligeiramente distintos e avança que foram dois, os funcionários norte-coreanos que pediram asilo junto da missão japonesa na capital chinesa.

A confirmar-se o teor das informações, esta seria a mais recente de uma série de deserções de altos dirigentes norte-coreanos, que observadores internacionais vêem como sinal de uma crescente instabilidade na liderança de Pyongyang.

A agência Yonhap, citando uma fonte anónima “próxima dos assuntos de Pyongyang”, disse que o funcionário em questão – colocado na embaixada de Pequim, mas ligado ao Ministério da Saúde norte-coreano – desapareceu com a sua família no final do mês passado.

A mesma fonte disse que o funcionário era responsável por abastecer com material médico uma clínica em Pyongyang que assiste o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, e a sua família.

O Ministério da Unificação da Coreia do Sul, que tem como política não comentar casos de deserção, especialmente de altos cargos, disse não poder confirmar as notícias. Já o jornal sul-coreano JoongAng Ilbo noticiou que dois funcionários da embaixada norte-coreana na capital da República Popular da China pediram asilo ao Japão.

O jornal citou uma fonte anónima que diz que os dois dirigentes não são diplomatas, mas sim funcionários com ligação ao um departamento do Governo norte-coreano. O porta-voz do Governo japonês, Yoshihide Suga, negou que alguma aproximação tenha sido feita à missão japonesa: “Não há qualquer verdade nos relatos de que requerentes de asilo norte-coreanos contactaram a embaixada japonesa, e não temos conhecimento de qualquer situação envolvendo norte-coreanos que desejem desertar para o Japão”, disse Suga, numa conferência de imprensa.

A Coreia do Norte tem assistido a várias deserções de alto nível, a mais recente do vice-embaixador para o Reino Unido, que fugiu para a Coreia do Sul.

Num discurso no passado sábado para assinalar o Dia das Forças Armadas, a Presidente sul-coreana, Park Geun-Hye, instou directamente mais norte-coreanos a abandonarem o seu país:”Tem havido persistentes deserções, até por elites norte-coreanas que apoiavam o regime. Vamos manter a porta aberta para que encontrem esperança e vivam uma nova vida”, disse.

 

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