Recuperação está ao virar da esquina, diz FMI

O Fundo Monetário Internacional estima que o PIB do território deva cair 4,7 por cento este ano, menos do que o inicialmente previsto pelo organismo. No próximo ano, de resto, a economia deve regressar a terreno positivo, com um crescimento de 0,2 por cento.

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As perspectivas relativamente à evolução da economia do território não são tão negras como inicialmente previsto pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). O organismo liderado pela francesa Christine Lagarde emendou a mão e corrigiu a previsão, feita em Abril, que apontava para uma contracção do Produto Interno Bruto do território em torno dos 7,2 por cento. O FMI estima agora que o PIB do território caia 4,7 por cento este ano, mas a recuperação – a julgar pelas últimas estimativas do organismo – está mesmo ao virar da esquina.

De acordo com o World Economic Outlook do FMI, divulgado na terça-feira, a economia do território voltará a crescer em 2017. O Fundo Monetário Internacional estima um aumento de 0,2 por cento do Produto Interno Bruto no próximo ano.

Em Abril, o FMI já previa um regresso ao crescimento em 2017, mas não tinha avançado com uma estimativa. Quanto à taxa de desemprego, que ficou em 1,9 por cento no final de 2015, o FMI estima que se mantenha este ano e que passe para 2 por cento em 2017.

A economia de Macau está em recessão por causa das receitas do jogo, que são o pilar da economia local e estiveram em queda contínua entre Junho de 2014 e Julho deste ano. As receitas dos casinos voltaram a crescer em Agosto e Setembro, 1,1 por cento e 7,4 por cento, respectivamente, comparando com os mesmos meses do ano passado.

O PIB de Macau começou a cair no terceiro trimestre de 2014, ano em que, pela primeira vez desde a transferência do exercício de soberania de Portugal para a  República Popular da China, em 1999, a economia local registou uma diminuição (-0,9 por cento).

Em 2015, o PIB caiu 20,3 por cento e no primeiro semestre deste ano a contracção homóloga foi 10,3 por cento.

Fernando Chui Sai On disse no sábado que a economia da região “encontra-se, ainda, numa fase de ajustamento”.

O Chefe do Executivo referiu que, no entanto, apesar de o Produto Interno Bruto ter continuado a cair no primeiro semestre, foi uma “queda significativamente mais reduzida quando comparada com a do ano anterior”.

“Continuaremos a encarar a situação com firmeza e a assegurar a estabilidade do desenvolvimento”, disse o Chui Sai On, prometendo “particular atenção” às pequenas e médias empresas (PME) “e ao emprego”, neste caso, para o manter “num nível baixo”.

 

 

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