Um milhar na rua no Dia Nacional

O braço-de-ferro entre o Governo e a empresa responsável pela construção do empreendimento Pearl Horizon colocou no sábado na rua mais de meio milhar de pessoas. Em Hong Kong, CY Leung foi interrompido enquanto discursava na cerimónia oficial com que a antiga colónia britânica celebrou os 67 anos da República Popular da China.

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Cerca de um milhar de pessoas, de acordo com as forças de segurança do território, saíram no sábado à rua, com diversas reivindicações, mas nenhuma delas relacionada com questões políticas e as liberdades no território, como aconteceu na vizinha Região Administrativa Especial de Hong Kong.

Foram quatro as associações que se manifestaram no 1.º de Outubro em Macau: a Associação Poder do Povo, a Associação de Armação de Ferro e Aço de Macau, Associação de Activismo para a Democracia e Associação de Proprietários de Pearl Horizon. As três primeiras saíram à rua e entregaram uma petição na sede do Governo local a pedir menos trabalhadores não residentes em Macau.

Já a Associação de Proprietários de Pearl Horizon, formada pelos investidores que adquiriram fracções na célebre urbanização da Areia Preta que não foi construída dentro do prazo previsto pelo promotor do projecto, pediu ao Governo para intervir no processo, de forma a que os seus associados possam recuperar o investimento que já haviam feito.

Num comunicado divulgado após o protesto, o executivo de Macau recordou que o promotor do projecto recorreu da decisão do Governo, pelo que se aguarda neste momento uma decisão dos tribunais: “O Governo só pode esperar pelo resultado da ação [judicial] para poder elaborar a proposta final e neste momento não tem fundamento tanto jurídico como factual para tomar qualquer decisão. O Governo reafirma que este Governo irá investir todos os esforços para salvaguardar os interesses legítimos dos proprietários dentro das normas jurídicas, seja qual for o resultado da acção judicial”, acrescenta a nota enviada às redacções.

Segundo dados da polícia citados pelos meios de comunicação do território, a manifestação dos proprietários do Pearl Horizon foi a que mobilizou um maior número de pessoas: cerca de 600. Já os organizadores falam em mil.

Quanto aos outros protestos, a polícia estimou que contaram com cerca de 300 pessoas no seu conjunto.

 

Protestos também em Hong Kong

 

Durante a cerimónia oficial que, na vizinha Região Administrativa Especial Hong Kong, assinalou o 67.º aniversário da República Popular da China, o chefe do executivo local, CY Leung, foi interrompido por protestos enquanto discursava por deputados pró-democracia, que gritaram palavras de ordem a pedir a sua demissão, antes de serem retirados pelos seguranças.

Vários novos deputados que ganharam assento no Conselho Legislativo (LegCo) nas eleições de setembro e que apelam para a autodeterminação e mesmo independência de Hong Kong boicotaram o evento. Desde as manifestações pró-democracia e ocupação das ruas em 2014 em Hong Kong, uma nova vaga de grupos designados ‘localists’ aumentou os pedidos de ruptura em relação à República Popular da China.

Longas faixas vermelhas com mensagens a apelar para a independência de Hong Kong foram penduradas em edifícios de várias universidades na antiga colónia britânica. Um grupo de manifestantes, liderado pelo deputado radical Leung Kwok-hung, conhecido como “Long Hair” (“Cabelo Comprido”), reuniu-se fora do centro de convenções onde decorriam as celebrações e pediu a libertação de presos políticos no Continente.

 

 

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