Três dezenas de filmes promovem Portugal na China

 

A edição inaugural da Festa do Cinema Português arranca no próximo domingo, com a exibição em Pequim de “Cartas da guerra”. Para além da capital chinesa, a iniciativa estende-se ainda à cidade de Changsha.

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Quase trinta filmes portugueses, entre os quais “Cartas da guerra”, “Verdes anos” e “Maria do Mar”, vão ser exibidos a partir do próximo domingo em Pequim e em Changsha, no âmbito da Festa do Cinema Português na China.

Em comunicado, o Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA) descreve a iniciativa como “uma mostra inédita” que pretende “dar a conhecer ao grande público chinês a cinematografia portuguesa”, como resposta à Festa do Cinema Chinês que aconteceu em 2015 em Lisboa.

A Festa do Cinema Português na China abrirá no domingo, dia 9, com “Cartas da Guerra”, de Ivo Ferreira. A mais recente obra cinematográfica do realizado radicado em Macau é exibida na Cinemateca Chinesa, em Pequim, com a presença do primeiro-ministro português, António Costa, que estará de visita oficial ao país.

Até Novembro, o ciclo contará com 28 filmes portugueses a exibir em Pequim e também em três salas de cinema de Changsha, a convite da empresa distribuidora e produtora de cinema Xiaoxing Group.

O programa do certame está dividido em três ciclos distintos: cinema contemporâneo, clássicos do cinema português e um ciclo dedicado em exclusivo à obra de Manoel de Oliveira.

A retrospectiva do cinema clássico abrirá com “Maria do Mar” (1930), de Leitão de Barros, e contará ainda, entre outros, com “Verdes Anos” (1963), de Paulo Rocha, “Uma Abelha na Chuva” (1972), “À flor do mar” (1986), de João César Monteiro, e “O Sangue” (1989), de Pedro Costa.

A abertura da retrospectiva é antecedida de uma conferência sobre cinema português, pelo director da Cinemateca, José Manuel Costa.

O “cinema contemporâneo nacional” estará representado, por exemplo, com “Os gatos não têm vertigens” (2014), de António-Pedro Vasconcelos, “A última vez que vi Macau” (2012), de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata, “Yvone Kane” (2014), de Margarida Cardoso e “O pátio das cantigas” (2015), de Leonel Vieira.

“Francisca” (1981), “Aniki Bobó” (1942), “Douro, faina fluvial” (1931) e “Singularidades de uma rapariga loura” (2009) são alguns dos filmes de Manoel de Oliveira que serão exibidos durante a mostra.

Em Novembro, já fora do calendário oficial da Festa do Cinema, em Pequim serão exibidos “Tabu”, de Miguel Gomes, “Kilas, o Mau da Fita”, de José Fonseca e Costa, “Amor e Dedinhos de Pé”, de Luís Filipe Rocha e “Sangue do meu sangue”, de João Canijo.

A par das sessões de cinema, a Festa levará à China os produtores Leonel Vieira e Luís Urbano, para uma ‘masterclasse’ no dia 12 para alunos de cinema, assim como os produtores Maria João Mayer, Alexandre Oliveira e Mariana Branco.

A Festa do Cinema Português na China resulta de um protocolo assinado em 2015 entre o ICA, a Cinemateca Portuguesa e a Cinemateca Chinesa “para divulgação mútua” do cinema nacional e para a “aproximação e o conhecimento entre profissionais do sector”.

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