Joseph Lau “acamado” e “extremamente frágil”

 

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Joseph Lau, o empresário da vizinha Região Administrativa Especial de Hong Kong que foi condenado por corrupção pelos tribunais do território no âmbito do processo Ao Man Long, está gravemente doente, noticiou ontem a imprensa de Hong Kong. De acordo com informações esta terça-feira divulgadas, o magnata está “acamado” e apresenta uma condição “extremamente frágil” devido a problemas tanto de índole cardíaca como de índole renal, necessitando de “três a cinco sessões de diálise semanais”. O empresário apresentará ainda, e de acordo com a imprensa de Hong Kong, “perturbações na fala”, um problema que se terá revelado no mês passado.

Joseph Lau Luen Hung deveria ter-se apresentado ontem num tribunal da antiga colónia britânica num processo em que era chamado a testemunhar contra o Apple Daily, o tablóide de maior circulação da RAEHK. Em 2013, no auge do julgamento do chamado caso La Scala, o jornal publicou o conteúdo de uma relatório com detalhes relativos à condição clínica do empresário no âmbito de um artigo jornalístico em que era abordado o estado de saúde de Lau. À época, o magnata do sector imobiliário alegou problemas de saúde para faltar a algumas das sessões do processo judicial em que respondia por corrupção juntamente com o seu associado, o também empresário Steven Lo.

Joseph Lau mostrou-se desde cedo indignado como o procedimento do Apple Daily. Esta terça-feira, o tribunal de Hong Kong onde a queixa contra o jornal está a ser julgada, foi informado que o magnata não tinha condições para ser ouvido, por estar “demasiado doente”. O advogado de defesa chegou mesmo ao ponto de referir que Joseph Lau, quando sob stress, poderia perder os sentidos.

O empresário de Hong Kong foi condenado a cinco anos e três meses de prisão por corrupção e branqueamento de capitais. A justiça do território deu como provado que Joseph Lau e Steven Lo ofereceram 20 milhões de patacas a Ao Man Long para que o ex-secretário para as Obras Públicas e Transportes autorizasse a construção do empreendimento La Scala junto ao Aeroporto Internacional de Macau. Apesar da sentença, os dois empresários continuam em liberdade na vizinha RAEHK, dada a ausência de um acordo de extradição entre as duas regiões administrativas especiais.

 

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