Fórum traz à RAEM cinco chefes de Governo

Li Keqiang e António Costa não estão sozinhos. A V Conferência Ministerial do Fórum Macau traz ainda até ao território os primeiros-ministros de Cabo Verde, de Moçambique e da Guiné-Bissau. Angola estará representada pelo Ministro da Economia e o Brasil pelo ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

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Não se resume à presença de Li Keqiang e de António Costa, a participação ao mais alto nível na V Conferência Ministerial do Fórum de Cooperação Económica e Comercial entre a China e os países de Língua Portuguesa. Portugal, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e China estarão representados pelos respectivos primeiros-ministros na reunião magna do Fórum Macau, agendada para o início da próxima semana.

Já Angola, Brasil e Timor-Leste estarão representados por ministros no encontro, que se realiza a 11 e 12 de Outubro, anunciou esta segunda-feira o secretariado permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

Pequim atribuiu ao território, em 2003, o papel de ser uma plataforma de cooperação entre a China e os países lusófonos e criou no mesmo ano o Fórum de Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, que reúne a nível ministerial a cada três anos.

Em 2013, data da última conferência ministerial, apenas um primeiro-ministro – Rui Barros, da Guiné-Bissau – esteve no encontro. Portugal, China e Timor-Leste fizeram-se representar pelos vice-primeiros-ministros e o Brasil pelo então vice-presidente, Michel Temer, que hoje preside ao país. As restantes delegações eram chefiadas por ministros.

Este ano, haverá assim, segundo a informação esta segunda-feira divulgada, cinco chefes de Governo no encontro em Macau: António Costa, de Portugal, José Ulisses Correia e Silva, de Cabo Verde, Baciro Djá, da Guiné-Bissau, Carlos Agostinho do Rosário, de Moçambique e Li Keqiang, da República Popular da China.

A delegação de Angola será chefiada pelo ministro da Economia, Abrahão Gourgel, a do Brasil pelo ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira e a de Timor-Leste pelo ministro de Estado, Coordenador dos Assuntos Económicos e Ministro da Agricultura e Pescas, Estanislau Aleixo da Silva. São Tomé e Príncipe, recorde-se, não integra o Fórum Macau, por manter relações diplomáticas com Taiwan.

Segundo o comunicado divulgado na segunda-feira, a conferência deste ano – onde “serão definidas as linhas, áreas e modalidades de cooperação entre a China e os países de Língua Portuguesa para o triénio 2017-2019″ – tem como tema: “Rumo à consolidação das relações económicas e comerciais entre a China e os países de língua portuguesa: unir esforços para a cooperação, construir em conjunto a plataforma, partilhar os benefícios do desenvolvimento”.

“Procurará explorar novas áreas para a cooperação económica e comercial (…), elevando o nível de cooperação e, simultaneamente, fortificando e dando continuidade ao processo de consolidação do papel de Macau como plataforma”, acrescenta a mesma nota.

A par da conferência ministerial, será ainda lançado o “projeto do complexo da plataforma de serviços para a cooperação comercial entre a China e os países de língua portuguesa”, a construir em Macau, e haverá uma “conferência de empresários e quadros da área financeira”.

 

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