Emprego e PME’s são prioridades numa Macau em busca de tranquilidade económica

As receitas do jogo começam a dar sinais de recuperação após dois anos de turbulência, mas para o chefe do Executivo ainda é cedo para festejar. Chui Sai On diz que a economia ainda se encontra em fase de ajustamento e promete prestar particular atenção às necessidades das Pequenas e Médias Empresas e ao fomento do emprego.

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O chefe do Executivo, Fernando Chui Sai On, disse no sábado – dia em que se assinalou o 67.º aniversário da Fundação da República Popular da China – que a economia da Região Administrativa Especial se encontra “ainda, numa fase de ajustamento”, afectada pela queda das receitas dos casinos durante mais de dois anos.

Fernando Chui Sai On referiu que, no entanto, apesar de o PIB ter continuado a cair no primeiro semestre e de a contração ter sido 10,3 por cento, esta foi uma “queda significativamente mais reduzida quando comparada com a do ano anterior”.

A economia de Macau encontra-se em queda desde o terceiro trimestre de 2014, ano em que, pela primeira vez desde a transferência do exercício de soberania de Portugal para a China, em 1999, o PIB registou uma diminuição (-0,9 por cento). No ano passado, recorde-se, o Produto Interno Bruto caiu 20,3 por cento.

A queda da economia está associada à diminuição das receitas dos casinos, que caíram continuamente entre Junho de 2014 e Julho de 2016, arrastando o PIB da cidade: “Continuaremos a encarar a situação com firmeza e a assegurar a estabilidade do desenvolvimento”, disse Chui Sai On, prometendo “particular atenção” às pequenas e médias empresas (PME) “e ao emprego”, neste caso, para o manter “num nível baixo”.

O chefe do Executivo reiterou ainda a aposta na cooperação regional e no desenvolvimento do sector das convenções e exposições, da medicina tradicional chinesa e das “indústrias culturais e criativas”, entre outros, com o objetivo de diversificar a economia local, que depende do jogo.

Chui Sai On falava na cerimónia que assinalou, em Macau, os 67 anos da criação da República Popular da China, tendo garantido, no mesmo discurso, o compromisso com a defesa do princípio “um país, dois sistemas”.

Ao abrigo deste princípio, Macau e Hong Kong, apesar de serem parte integrante da República Popular da China, mantêm um regime de administração especial, que lhes confere ampla autonomia em relação a Pequim e há nos dois territórios liberdades que não existem no resto do país.

O líder do Executivo de Macau realçou também, em paralelo, que “a prosperidade e o fortalecimento” da China “são constantes forças motoras para o desenvolvimento” e “os grandes suportes da estabilidade” de Macau.

 

 

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