Stomp: O segredo da dinâmica

O espectáculo que combina percussão, dança, teatro e comédia está em cartaz no Venetian até ao dia 9 de Outubro. Alguns dos elementos do famoso grupo britânico falaram ao PONTO FINAL da dinâmica em palco e prometeram um espectáculo diferente no território, com a introdução de algumas referências especiais para o público local.

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Wendi Song

 

Célebre por incorporar adereços pouco usuais no seu acto e por transformar objectos do quotidiano em instrumentos musicais e ferramentas de actuação, o mundialmente famoso grupo Stomp apresenta-se agora em Macau. Quatro membros do seu elenco encontraram-se  com alguns meios de comunicação social locais, numa leva onde se incluiu o PONTO FINAL, para uma entrevista colectiva de bastidores, no Teatro do Venetian, na qual revelaram alguns dos seus segredos.

Criado por Luke Cresswell e Steve McNicholas em Brighton, Reino Unido, em 1991, os Stomp já protagonizaram mais de 20 mil espectáculos, para mais de 12 milhões de pessoas em 53 países. Um dos segredos da longevidade, explicam, é a sua capacidade de adaptarem aos tempos e incorporarem coisas novas: “O espectáculo é inspirado na música de todo o mundo”, explica Troy Sexton, canadiano que já integra o grupo há 13 anos.

“Às vezes, tentamos remeter para diferentes tipos de música. Parte da actuação relaciona-se com os tambores Taiko japoneses, e também incluímos elementos de músicas latino-americanas, africanas, e todo o tipo de músicas diferentes que conseguimos encontrar”, explica. “Além disso, enquanto membros do elenco, somos incentivados a colocar a nossa cultura e as nossas raízes no espectáculo também. Podemos incorporar o que quisermos no espectáculo, o que torna a coisa bastante interessante também para o público”.

Todo o elenco e a equipa técnica são constituídos por elementos com apetências e trajectos pessoais muito distintos, sublinha Troy: “O nosso grupo inclui dançarinos, percussionistas, actores e alguns apenas foram ao casting porque acharam que seria porreiro e ficaram com o lugar porque o director viu alguma coisa neles”, recorda.

Em Macau, o grupo Stomp apresenta-se com um elenco de 12 artista de palco e cinco técnicos, mas como os espectáculos são executados com apenas oito pessoas no palco, os artistas vão se revezar, desempenhado mesmo papéis diferentes nos diversos espectáculos, pelo que a cada dia o show será ligeiramente diferente e não uma repetição constante.

Raros espectáculos haverá pelo mundo que, como o Stomp, não tenha um figurino pré-definido. Aqui, são os próprios executantes que escolhem as suas roupas e botas – sendo que estas últimas também são utilizadas como instrumentos. Por isso, a cada espectáculo, em vez de ver oito pessoas diferentes a fazer exactamente as mesmas coisas, o público que for a mais do que uma actuação poderá, na verdade, desfrutar de oito culturas totalmente diferentes, com executantes de diferentes experiências, de diferentes lugares do mundo, tamanho diferente, forma diferente, cor diferente, e toda a demais originalidade que aportam ao espectáculo.

Os erros cometidos e incidentes em pleno palco são coisas que acabam também por tornar cada espectáculo ligeiramente diferente: “As vassouras são engraçadas porque partem-se a toda a hora”, assinala Troy. “Tens que ser: ‘Ha, ha, ha! Passa aí outra, passa aí outra!’… E entretanto, temos de manter o trabalho a andar e fazê-lo bem. Às vezes, há erros”, explica. “As actuações do Stomp são únicas e loucas e sabemos que não vão sair perfeitas, mas trabalhamos duro para concertar os erros o mais rapidamente possível, sem deixar esmorecer o entusiasmo. Por isso, na verdade até gostamos de cometer erros em palco porque acabam por fazer que com seja um pouco mais divertido”, considera.

 

Novas referências apenas para Macau

 

Tratando-se de um espectáculo que combina percussão, dança, teatro e comédia com uma banda sonora emocionante, inspirada nas comoções da vida quotidiana, uma das razões que fazem com que Stomp funcionem tão bem em todo o lado é a ausência de barreiras linguísticas. A música e o humor são universais.

No entanto, diferentes culturas podem ter percepções algo diferentes no que diz respeito ao aspecto cómico. Joe White, responsável pela parte humorística do show, considera que “é tudo uma questão de comunicação e entendimento do público” e explica que “há seguramente um elemento de adaptação e mudança mas que também é bastante divertido. Porque nos permite inserir referências culturais no espectáculo. Estivemos recentemente em Pequim e isso deu-nos a oportunidade de lançar algumas referências chinesas naquele show”, explica.

Antes de vir para Macau, os Stomp fizeram um total de 70 espectáculos, incluindo 35 shows extra na capital chinesa, onde o grupo introduziu instrumentos feitos com material recolhido de uma central de processamento de resíduos local, atitude que serviu para conquistar a simpatia do público. “Tenho planos para as próximas semanas. Não quero revelar exactamente o quê, mas vai haver algumas coisas novas só para o público de Macau”, conclui White.

Os Stomp começaram as suas actuações em Macau na sexta-feira passada, no Venetian Macao, onde irão permanecer em cartaz até ao dia 9 de Outubro.

 

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