Sam Allardyce penitencia-se por “erro de avaliação”

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O ex-seleccionador inglês de futebol Sam Allardyce, que na terça-feira deixou o cargo após a divulgação de um vídeo no qual explica a forma de contornar as regras de transferências, reconheceu ontem ter “cometido um erro de avaliação”: “Foi um erro de avaliação e estou a pagar as consequências”, disse o treinador à porta da sua casa, em Bolton, referindo que “a armadilha venceu desta vez”.
O ex-seleccionador admitiu ter sido “uma coisa estúpida de se fazer” e justificou que apenas queria “ajudar alguém que conhece há mais de 30 anos”.
O treinador aproveitou também para pedir desculpas à Federação e aos seus funcionários: “O acordo com a FA foi feito muito amigavelmente e peço desculpas a todos, face à infeliz posição em que me coloquei”.
Sam Allardyce justificou ter um acordo confidencial e que, por isso, não poderia responder a mais questões, adiantando que irá reflectir sobre tudo, mas deixou uma mensagem de confiança para Gareth Southgate, o técnico dos sub-21 que assumirá a selecção principal nos próximos quatro jogos.
“Quero desejar o melhor ao Gareth e aos rapazes [jogadores]”, disse, adiantando que não sabe qual será o seu futuro e se o cargo de seleccionador foi o último da sua carreira.
Na terça-feira a Federação Inglesa (FA) anunciou a saída do técnico, de 61 anos, apenas 67 dias depois de ter assumido funções, num período em que dirigiu somente um jogo, na vitória perante a Eslováquia (1-0), no apuramento para o Mundial2018. Sam Allardyce foi apanhado numa investigação de um jornal a dar conselhos sobre a forma de contornar as regras de transferências, tendo a notícia sido revelada na segunda-feira, o que levou a FA a analisar o caso.
O técnico foi filmado secretamente por repórteres do jornal britânico Daily Telegraph, que se apresentaram como investidores asiáticos, e revelou formas de circundar os regulamentos de transferências da Associação de Futebol, nomeadamente a propriedade de passes de jogadores por parte de terceiros. Durante o vídeo, Allardyce aceita viajar a Singapura e Hong Kong como embaixador da empresa fictícia, a troco de 400 mil libras.
Allardyce criticou ainda o antigo selecionador inglês, Roy Hodgson, afirmando que foi “muito indeciso” na gestão do Euro2016, e que devia ter mandado “sentar e calar” Gary Neville, na altura treinador adjunto, assim como considerou “estúpido” gastar mil milhões de euros para reconstruir o Estádio de Wembley, em Londres.

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