Palácio do Governo limita altura máxima do edifício da Biblioteca Central

 

O Executivo entende que tem de dar o exemplo e limitar a altura do futuro edifício da Biblioteca Central para proteger o impacto que a obra pode vir a ter sobre o espaço envolvente ao Palácio do Governo. O edifício vai estar limitado a uma altura máxima de 53 metros, soube-se ontem.

 

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João Santos Filipe

O Governo teme que caso o edifício da nova Biblioteca Central seja construído com uma altura superior a 53 metros, que as outras edificações na Avenida da Praia Grande sigam o exemplo e que como resultado o Palácio do Governo acabe por perder impacto paisagístico.

A explicação foi avançada ontem pelos representantes do Instituto Cultural perante as dúvidas de alguns membros do Conselho Consultivo de Cultura, que pretendiam um edifício mais alto para aproveitar melhor o espaço em Macau.

“Não concordo com a altura de 53 metros. É verdade que vários edifícios naquela zona têm uma altura semelhante, mas os dois edifícios ao lado são mais alto. Macau tem falta de espaço e pode aproveitar-se estes pisos extra para outras finalidades. Por que é que não se constrói um edifício com mais altura para outras actividades?”, questionou Kevin Ho. Uma opinião que também foi defendida por Siu Pei Tak, outros dos membros do Conselho Consultivo de Cultura.

Em resposta as estas dúvidas, a chefe do Departamento do Património Cultural do Instituto Cultural, Deland Leong Wai Man, esclareceu que a preservação do património e da paisagem naquela zona foi uma das razões que limitou o edifício a uma altura máxima de 53 metros: “Temos um estudo. Achamos que é a altura ideal para aquela zona”, completou Leong Wai Man”.

Mais tarde, Guilherme Ung Vai Meng explicou que existe a intenção de não abrir um precedente, que leve a que o Governo tenha de aprovar naquela zona vários edifícios com alturas superiores. O presidente do Instituto Cultural admitiu também que a altura dos edifícios adjacentes ao antigo tribunal foi um erro.

Nas opiniões ouvidas ontem na Reunião Plenária do Conselho Consultivo de Cultura, que teve lugar no Centro de Actividades Turísticas, houve quase consenso face ao local escolhido. Entre os 11 membros presentes, apenas Lei Chin Pang defendeu que preferia ver a biblioteca nos novos aterros.

Entre os presentes esteve igualmente Ambrose So Shu Fai, membro do conselho e director da Sociedade de Jogos de Macau, que defendeu a necessidade de se avançar com o projecto: “Dou o meu apoio total a este projecto. A Biblioteca Central é muito importante e a forma como se está a tentar preservar o edifício antigo revitalizando-o é muito positiva”, apontou Ambrose So.

O conselheiro e administrador da Sociedade de Jogos de Macau fez depois um apelo para que o Governo avance com as obras devido à importância que o projecto vai assumir para as futuras gerações.

“Já passaram 16 anos desde RAEM, mas nada parece avançar. Temos de pensar no futuro e formar as próximas gerações. Não basta dizer que se quer construir bibliotecas”, atirou Ambrose So.

 

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