Migrações: Do Mediterrâneo para o grande ecrã

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O festival Olhares do Mediterrâneo, que começa hoje em Lisboa, explora os caminhos do cinema feito no feminino, nos países da região mediterrânica, mas o programa desta edição fica marcado, sobretudo, pelo tema das migrações.
Nesta terceira edição, o festival visionou mais de meio milhar de filmes propostos, quase três vezes mais do que no ano passado, e muitos deles abordavam questões das migrações, dos refugiados, um tema que não se podia contornar para esta programação, como contou à Lusa Antónia Pedroso de Lima, da organização.
Durante quatro dias, no cinema São Jorge, o festival exibirá 22 filmes e conta com um novo ciclo, intitulado “Travessias”, dedicado “aos refugiados e às migrações forçadas”, que abrirá na quinta-feira com o filme espanhol “Corredos de fons”, com a presença da realizadora Isabel Fernández.
Amanhã, ainda a propósito deste ciclo inaugura uma exposição colectiva de fotografia, assinada por mulheres refugiadas em Portugal.
Olhares do Mediterrâneo surge para colmatar um espaço em aberto no panorama dos festivais de cinema em Portugal: “Constatámos que não havia um festival focado naquela região do Mediterrâneo e no cinema feito por mulheres. Existe um festival semelhante em Marselha que nos inspirou”, disse Antónia Pedroso de Lima.
A abertura oficial do festival, quinta-feira à noite, dá-se com “Exotica, erotica, etc”, documentário de Evangelia Kranioti, cuja produção e rodagem durou quase uma década, “sobre a vida dos marinheiros em alto mar e os seus encontros amorosos fortuitos”.
Entre os filmes seleccionados há várias produções portuguesas, como “A caça revoluções”, de Margarida Rêgo, “Maxamba”, de Suzanne Barnard e Sofia Borges, e “Retratando Marina”, de Graziella Moretto.
O festival pretende ainda chamar a atenção para a discrepância no panorama internacional, em particular em Portugal, da participação de homens e mulheres no cinema contemporâneo: “A presença feminina ainda é muito reduzida”, lamentou Antónia Pedroso de Lima, que é professora de Antropologia no ISCTE.

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