Macau vai ter 50 postos de recolha de pilhas usadas

Na conclusão da edição inaugural do plano Eco-Escolas, os Serviços de Protecção Ambiental distribuiram prémios a 500 alunos e professores de 34 escolas, com o objectivo de incutir os conhecimentos da vida ecológica nos alunos. O director do organismo falou das próximas iniciativas para melhorar a qualidade do meio ambiente em Macau.

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Rodrigo de Matos

As pilhas usadas nos aparelhos eléctricos são dos resíduos mais nocivos que há para o ambiente, mas em Macau são geralmente descartadas pela população juntamente com os outros lixos domésticos. E não se trata apenas de falta de consciência do público. É que, em todo o território, apenas existe um posto de recolha de pilhas eléctricas usadas, situado em Coloane. Mas isso vai mudar em breve, garante a Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA).

“Vamos criar mais redes de recolha de pilhas e acumuladores portáteis usados, para que sejam tratados de forma que não causem dano ao ambiente”, disse ontem Raymond Tam Vai Man, director da DSPA, revelando o plano em três fases que o organismo irá implementar para suprir essa lacuna. Assim, numa primeira fase, serão instalados receptáculos para pilhas, junto a 50 dos depósitos já existentes para a recolha de outros resíduos que estão espalhados pela cidade. Num segundo momento, os supermercados serão chamados também a colaborar, estando já definido que 30 desses estabelecimentos vão passar também a recolher pilhas usadas. Haverá ainda uma terceira fase, cujos pormenores não foram para já avançados, o mesmo valendo para a calendarização da medida.

Em declarações aos jornalistas, à margem da cerimónia de atribuição de prémios do plano de parceria Eco-Escolas e encerramento da actividade “Reduzir o número de sacos plásticos pode dar prémios”, Raymond Tam referiu ainda outros dos avanços que a DSPA tem planeados para breve, incluindo um “plano de apoio aos proprietários de motociclos com motores a dois tempos que os queiram entregar para abate e adquirir em alternativa outros ciclomotores ou motociclos menos poluentes”, e ainda diligências no sentido de “melhorar os diplomas relativos aos combustíveis para os veículos”.

 

Prémios para escolas mais ecológicas

 

Na cerimónia de ontem, foram atribuídos prémios, no âmbito do programa Eco-Escolas, a cerca de 500 alunos e professores de 34 estabelecimentos de ensino. Além disso, de entre essas 34 escolas, 13 foram agraciadas com o Prémio de Honra, e nove outras, com o Prémio de Excelentes Desempenhos, nesta que foi a primeira edição da iniciativa. O objectivo do plano, centrado na promoção da educação ambiental, explicou Tam, foi utilizar as escolas como “plataforma” para “incutir gradualmente os conhecimentos da vida ecológica nos alunos, famílias e até na comunidade”, impulsionando assim “toda a sociedade a pôr em prática a redução de resíduos a partir da fonte”.

 

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